
“Você deve se tornar como a flauta nas mãos do Senhor. Deixe o sopro do Senhor atravessá-lo, produzindo a música deliciosa que derrete o coração de todos. Renda-se a Ele, torne-se vazio, ou seja, sem ego, então Ele mesmo virá buscá-lo carinhosamente e acomodá-lo, a flauta, em Seus lábios e soprar Seu hálito doce através de você. Permita que Ele toque a canção que Ele preferir.”
Sathya Sai Baba
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Pensamento para o Dia 02/12/2009
Mapeamento de poços profundos
O secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Agricultura (SEDETA) Eraldo Oliveira, esteve reunido na manhã de ontem na sede da SEDETA com os 37 agentes administrativos de abastecimento de água da área rural do município. No encontro, o secretário pediu a colaboração de todos para que possa ser feito um diagnóstico e mapeamento dos poços profundos, muitos deles cavados de forma irregular. A intenção também é identificar todos os poços, apontando quais são de responsabilidade do poder público e particular que servem a população. De acordo com Eraldo Oliveira, depois de realizado este mapeamento, os projetistas e os topógrafos farão os projetos para que a SEDETA possa partir a busca de recursos, após esta fase passará todo abastecimento da área rural para o Sistema Integrado de Saneamento Rural (SISAR).
Obras em Juazeiro do Norte
Atendendo ao pedido do prefeito Dr. Santana a Secretária de Infraestrutura de Juazeiro do Norte, Fátima Bandeira esteve em Fortaleza mantendo contatos junto à Caixa Econômica Federal (CEF), sobre o andamento do Projeto de Macrodrenagem no valor de R$ 30 milhões, que visa beneficiar os bairros Lagoa Seca, Timbaúbas e adjacências. Aproveitando a viagem e em concordância com o prefeito, a secretária esteve na Secretaria de Saúde do Estado, tratando de assuntos relacionados à construção de três postos de PSF’s (Programa de Saúde da Família), na zona urbana de Juazeiro do Norte.
Centro Cultural BNB Cariri – Programação Diária
14 h Especiais - Cinema - ARTE RETIRANTE
Local: SESC Crato
14h Programa de rádio
BLUES (com Michel Macedo)
Programa de Rádio semanal que divulga a programação do CCBNB Cariri em meio a muita música e informações culturais diversas. O programa faz parte de uma parceria entre o Banco do Nordeste e a Rádio Educadora do Cariri, que inclui um programação diária diversificada de segunda a sexta-feira de 14 às 15 horas. Confira.
Rádio Educadora do Cariri AM 1020. 60min.
Sessão Curumim
14h T'Choupi.
T'Choupi, maravilhado com a pequena e nova cidade na qual vai morar, encontra a liberdade com os belos dias de verão, a praia, as férias e os amigos que começa a fazer. Mas, há um mistério que assusta as crianças: o roubo de suas bicicletas. T'choupi começa a investigar o caso junto com os novos amigos Pilou e Lalou, passando por momentos de emoções e perigos. Animação. Cor. Dublado. Livre. França, 2004. 70min.
16h As Aventuras de Azur e Asmar.
Os meninos Azur e Asmar foram criados juntos pela mesma mulher, Jenane. Eles cresceram como se fossem irmãos, até serem separados. Amar cresceu ouvindo as histórias da mãe sobre a lendária Fada dos Djins e, quando se torna adulto, decide partir à sua procura, contando com a ajuda do andarilho Crapoux. É quando Azur e Asmar se reencontram, agora não mais como irmãos, mas como rivais na busca da Fada. Animação. Cor. Dublado. Livre. 2006. 109min.
Local: Caririaçu (Centro Cultural Dr. Raimundo de Oliveira Borges. Av. Francisco Barros Sobrinho, 40)
Literatura/Biblioteca- Troca de Idéias
19h Lançamento do livro Padre Cícero, de Lira Neto. 60min.
Padre Cícero é o resultado de dez anos de pesquisa de Lira Neto, autor de livros como O Inimigo do Rei: Uma biografia de José de Alencar e Maysa: só numa multidão de amores, que deu origem à minissérie da tv Globo. Nesta
biografia, uma das mais aguardadas do ano, o autor se debruça sobre a vida do mais amado e controvertido líder religioso que o Brasil já teve: Cícero Romão Batista, o Padim Ciço dos romeiros e fiéis, baseado em documentos raros e inéditos, o autor reconta, com riqueza de detalhes, os noventa anos de vida do sacerdote, desde seu nascimento no sertão cearense até a consagração como líder popular. 60min.Local: CCBNB Cariri (Rua São Pedro, 337, Juazeiro do Norte).
Fonte: CCBNB
A corrupção do dia de hoje - por José do Vale Pinheiro Feitosa
As imagens da corrupção no Distrito Federal, ampla, geral e irrestrita a todos os poderes bem diz de tantos canos oxidados. Aliás, quando do “escândalo” do mensalão, tanta “sangria” que o PSDB e o DEM conseguiram do PT e do próprio presidente da República. Maior foi o exangue uma vez que o Partido dos Trabalhadores fazia política exatamente na fenda da corrupção. A corporação da Deputação e da Senatoria jamais se esquecera dos trezentos picaretas que o Lula denunciara.
Especialmente no olimpo do Senado em que os filhos bem criados da elite nacional se julgam acima do bem e do mal. Legislam e comissionam para si e ainda acham que atendem ao coletivo da multidão do território pátrio. Os “contrabandos” em artigos da legislação para atender a lobbies, as pressões sobre os órgãos de fomento para financiarem a empresa dos amigos, a grana dos fornecedores do Estado numa cadeia que apenas sustenta o mesmo modelo concentrador da renda nacional. E sem renda familiar não existe nem mercado interno e nem transparência democrática.
Por vezes há que se enfrentarem os graves problemas. Ninguém pode se acovardar apenas por que existe um gigante morando na ponta do enorme pé de feijão. E os juros nacionais pagos e a pagar? Não se encontra na mesma matriz da corrupção? Mas enfrentar o capital volátil internacional, predador e falso, olhar as contas evasivas das famílias de sucesso financeiro cá dentro, é uma missão de união de todos. Pois todos sofreremos juntos e igualmente juntos estaremos no outro lado confiando em nós mesmos e na defesa de todos os brasileiros. Ou seja, de sua economia nacional.
Então não vamos cair na patetice do médico que joga fora o bebê junto com a água da bacia. Ao contrário do que os “catões” da república cospem apenas das papilas gustativas para fora ou destas “vestais” que lembram o velho provérbio do “sepulcro caiado”. Ao contrário, repito, vamos fazer mais política. Vamos exercer mais democracia direta, relativizar um pouco a instituição da representação. E relativizar ainda pode não ser a superação desta representatividade, mas subordiná-la ao cotidiano de cada manhã ao invés destas visitas eventuais de quatro em quatro anos.
E os corruptores? Mamando nas tetas do Estado, ou tentando salvar seu “negócio” de “fornecedor eterno”, se tornam irmão siamês, necessário e inarredável da “instituição” da corrupção. Lembram das empresas de propaganda e marketing que serviam de fachada para os financiamentos do “mensalão”, o do PT e o mineiro do PSDB? Olhem para as empresas de informática que aí tem. Olhem para os fornecedores de material didático, para as empresas de comunicação, para os materiais de saúde e, claro, como é velha a república, para os empreiteiros.
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
Desfazendo intrigas
Não somos bisbilhoteiros, por isso gostamos de combater as bisbilhotices – inseridas na defesa da minha cidade natal – presentes nos pensamentos de alguns dos homens sérios de Crato. Felizmente, ou infelizmente, não somos políticos arraigados aos moldes antigos, ou seja, não somos afeitos ao coronelismo ultrapassado, que tanto prejudicou o crescimento de Crato.
Muitas vezes, procuramos equilibrar-nos tentando enfrentar os desafios existentes nas artimanhas, que só vêm prejudicar o crescimento harmonioso de nossa terra. Já chega de tomar partidos em ocasiões obscuras, as quais não contribuem para o bom desempenho administrativo. Por isso, queremos afirmar – uma vez que presenciamos tomadas de posições nocivas à cidade – onde há “mandingas” que causam espécie, prejudicando o crescimento urbano de Crato, considerando que a maioria da população torce por um trabalho sério e honesto por parte das nossas autoridades.
A vida é bela e breve – Por Carlos Eduardo Esmeraldo
A vida da gente parece um breve piscar de um relâmpago. Dura apenas algumas frações de segundos. Quando menos esperamos, estamos percorrendo o ramo descendente da parábola. Se pararmos para assim pensar, o eterno que existe em cada um de nós começa a desvanecer e nos precipita à conclusão simplória de que somos seres simplesmente descartáveis. Mas não é bem assim, acreditem. A eternidade existe. À medida que vamos envelhecendo, a nossa percepção de tempo muda, e este nos parece passar mais aceleradamente. Penso que, na eternidade, o tempo se faz correr mais velozmente que os raios que descem dos relâmpagos em noites de tempestade.– A sua senha é para aquele guichê à esquerda!
Olhei para o local indicado e estava escrito: Atendimento a gestantes, deficientes físicos e idosos. Mirei a minha barriga e conclui que, após o rigoroso regime alimentar, ao qual tenho me submetido ultimamente, não poderia de modo algum ser confundido com gestante. Pisei firme com as duas pernas e estava inteirinho. Então, perguntei à moça:
– Você me deu a senha da fila dos idosos?
– Foi – respondeu ela com muita naturalidade.
– Muito obrigado! – disse agradecido, antevendo as virtuais delícias e regalias da terceira idade.
A propósito desse assunto, lembrei-me de que a Coelce tinha um funcionário conhecido por seu Chiado. Era meio pernóstico e falava chiando, querendo imitar os cariocas, pois gostava de dizer que morara no Rio de Janeiro por mais de vinte anos. Dizia que era natural do Crato e parente da famosa musicista Branca; da professora Ida, homenageada com uma placa contendo o seu nome numa pequena travessa da nossa cidade, e também de Ana, nome de rua em Fortaleza, todas elas, suas primas. Apesar de aparentar mais de sessenta e cinco anos de idade, atribuía a si próprio a fama de grande conquistador. Cabelos tingidos de preto e impecavelmente penteados, assentados à custa de muita brilhantina, andar elegante, cigarro permanentemente entre os dedos, tal qual um astro de Hollywood. Era dessa forma que ele se apresentava. Esta história me foi contada por ele mesmo. Precisando ir descontar um cheque numa agência bancária do centro da cidade, entrou numa interminável fila, quando notou duas jovens acenando para ele. Entusiasmou-se todo, pois julgou que elas estavam a fim de paquerá-lo. Aproximou-se delas e assim as abordou:
– Boa tarde! Nós já nos conhecemos, tenho certeza. Vocês acenaram pra mim e aqui estou inteiramente à disposição dessas tão belas jovens.
– Não, senhor. A gente queria apenas avisar ao senhor que a fila dos velhos é aquela outra – responderam as duas mocinhas, para tristeza do nosso Dom Juan.
A vida é bela, mas é breve. A gente nunca pensa que um dia morrerá. Para nós, a morte somente acontece aos outros. Sem pensar no futuro, mas somente para me livrar de um vendedor insistente, comprei, há uns oito anos, um jazigo num novo cemitério em Fortaleza, em construção. Depois do pagamento do título, comecei a receber pequenas cobranças da taxa anual de manutenção, que poderia ser paga em doze módicas prestações mensais. Mas Magali pagava tudo de uma vez, pois dizia não se sentir bem olhando para aquele papel todos os meses. E eu, então, acrescentei:
– Não sei pra que eu comprei esse túmulo. Acho que se eu morrer aqui em Fortaleza, vão levar o meu corpo para o Crato.
– E eu? – disse ela. – Que nem de morrer gosto!
A vida é bela, é curta, e ninguém quer morrer, por maior que seja a fé. Ah, se a nossa fé fosse ao menos do tamanho de um grãozinho de mostarda! Pensando nisso, lembrei-me de uma pequena história que me contaram.
Um cardeal voava com destino a Roma, num desses superjatos, ao encontro do Papa. Com todo direito que a sua autoridade lhe permitia, sentou-se na fila da frente da primeira classe. Em dado momento do vôo, que até então havia sido tranqüilo, ouviu-se um estranho barulho, um grande sacolejo no jato. A comissária foi até à cabine, para saber o que tinha ocorrido. Então o comandante lhe disse:
– Avise aos passageiros que iremos cair no mar, pois pifaram de uma vez as quatro turbinas e não estamos conseguindo fazê-las funcionar novamente. Mas dê a notícia com muito jeito, para não causar pânico – ordenou-lhe, com aparente tranqüilidade, o comandante.
Ao sair da cabine, o primeiro passageiro avistado pela comissária foi o cardeal. Então trêmula, porém esforçando-se para aparentar calma, tentou disfarçar:
– Monsenhor, que é que o senhor diria se este avião caísse daqui a cinco minutos, e nós todos morrêssemos?
– Oh! Seria a glória suprema! O momento mais aguardado da minha vida! Iria estar face a face com Jesus. – respondeu-lhe o cardeal.
– Pois, monsenhor, daqui a cinco minutos o senhor estará face a face com Jesus, porque este avião vai cair. Todas as turbinas falharam e não resta nenhuma possibilidade de serem recuperadas a tempo.
– Pelo amor de Deus, não diga uma desgraça dessa não, moça!
A vida é bela, porém breve.
Extraído de “Histórias que vi, ouvi e contei” de Carlos Eduardo Esmeraldo, Premius Editora, 2005, p.17
Cultura afro-brasileira
A Escola de Ensino Fundamental Iva Emídio Gondim, localizada no bairro João Cabral, em Juazeiro do Norte, promoveu feira de artes com o tema Cultura Afro-brasileira. O evento é uma das ações do Projeto Político Pedagógico da escola e objetiva desenvolver atividades voltadas à valorização da cultura afro– brasileira, bem como promover a inclusão social. Cerca de 1.400 alunos se envolveram na confecção dos trabalhos que teve seu lançamento na sexta-feira (27). A exposição esteve aberta ao público durante todo o dia do sábado para os alunos, convidados e comunidade. A amostra dos alunos do 1º ao 9º ano retratou um produto obtido de um processo e formação de sujeitos criativos e sensíveis que vincula a educação à arte numa proposta da expressão de identidade.
Notícias do Cariri
Usina de Barbalha poderá voltar a funcionar

A possível revitalização da Usina Manoel Costa Filho S/A está criando boas expectativas tanto para os barbalhenses como para todo o Cariri. A sua reabertura gerará para a região empregos, aumento na produção de cana de açúcar e lucros para toda a região. Mas há um impasse para que a sua revitalização seja concluída, a quitação das dívidas da usina, que vão de contas tributárias a débitos trabalhistas.
A Usina foi criada no ano de 1976 e tinha seus negócios voltados para o setor sucroalcooleiro. Nos seus melhores tempos de moagem, no fim da década de 80, chegou a produzir 610 mil sacas de açúcar por mês e uma média de 35 mil litros de álcool por dia. Possuía 384 funcionários industriais e 1.100 no campo. Contribuiu com 4% do PIB do Estado na década de 80, produzindo 350 toneladas de açúcar. O tipo demerário nos anos de 1984 e 85 foi exportado para países da América do Norte, fora o tipo cristal que era distribuído para todo o Nordeste. Já o álcool era fornecido para a Petrobrás.
No fim dos anos 90 começaram as primeiras dificuldades financeiras para a Usina. Escassez de matéria prima, crise do álcool, falta de investimentos do Governo Federal e Estadual e preço da saca de cana muito inferior ao que realmente deveria ser cobrado. Essas são as versões dadas pelo atual gerente da Usina, Jaildo Borgonha, para as possíveis causas do início da crise que parou a moagem no ano de 2005.
Daí por diante a Usina parou de funcionar a parte industrial, funcionando apenas a parte burocrática. Hoje, o que resta são processos trabalhistas, máquinas paradas, dívidas com o Estado, Governo Federal, com fornecedores e de energia. Atualmente todo o patrimônio da Usina Manoel Costa Filho se encontra penhorado.
Visão dos trabalhadores
Para os trabalhadores José da Cruz e João de Almeida, que trabalharam na Usina, a realidade é bem diferente. Contam que com a chegada dos irmãos Carlos Henrique Albuquerque Maranhão e Fernando Albuquerque Maranhão as coisas começaram a mudar. “Acredito que na verdade o que houve foi uma má administração da coisa, daí tudo virou uma bola de neve. Começou a atrasar os salários, faltar energia, e os fornecedores não queriam mais abastecer a Usina com as canas. Há anos esperamos nossos direitos e nada acontece. Esperamos que com a revitalização possamos receber os atrasados”. Conforme os mesmos, acordos já foram feitos, mas mínimos em relação ao que se tem a quitar. Os nomes dos trabalhadores são fictícios para preservar a identidade dos mesmos.
Visão dos Proprietários
Fernando Albuquerque Maranhão Filho, sobrinho de um dos proprietários, confirma que muitas dívidas se acumulam, mas todas serão quitadas, principalmente a dos trabalhadores. “No início do mês de novembro deste ano foi realizada uma avaliação organizada pelo Governador Cid Gomes e o Secretário do Desenvolvimento Agrário Camilo Santana na Usina. Essa visita avaliativa é para analisar a possível recuperação da mesma. Acredito eu, que vai dá certo. E a nossa primeira atitude é pagar todos os nossos funcionários e quem sabe contratá-los novamente”.
A dívida
A dívida trabalhista chega a 12 milhões de reais e é corrigido ao dobro a cada quatro anos. Há casos que perduram desde o ano de 1987. Já houve a tentativa de quatro leilões para a venda da Usina, mas apenas um aconteceu de fato. O que ocorreu é que não houve comprador. Os outros leilões foram embargados pelo Tribunal alegando o baixo valor dado à Usina, que vale de 9 a R$ 10 milhões de reais.
Para o Juiz Hermano Queiroz Júnior, com o interesse do Governo em sua revitalização é possível que o leilão seja realizado em breve. “Já há pedidos de compradores. Acredito que logo no primeiro semestre de 2010 as coisas se resolvam”. De acordo com o mesmo, não importa quem seja o comprador, automaticamente a Justiça abrirá uma conta em nome dos ex - funcionários para o pagamento.
Por Nina Luíza Carvalho para o Jornal do Cariri
Produtores de Mauriti pedem reestruturação de perímetro irrigado
VI Berro Cariri Promove Ação Social - Por Océlio Teixeira
Criado em 2004, o BERRO CARIRI chega a sua sexta edição. No último sábado, dia 28 de novembro, conversei com o Dr. Francisco Leitão(Presidente da Comissão Gestora da EXPOCRATO) e o Prof. Francisco Cunha(Criador do Berro Cariri e Coordenador do VI BERRO CARIRI) sobre essa experiência que a cada ano vem mostrando sua força e se consolidando como um dos principais eventos da região do Cariri. O VI BERRO CARIRI será realizado no perído de 3 a 6 de dezembro, no Parque de Exposição Pedro Felício Cavalcanti, na Cidade de Crato. A seguir, uma síntese da conversa com o Dr. Leitão e o Prof. Cunha.Océlio: Prof. Cunha, o Berro foi criado, em 2004, por sua iniciativa pessoal e apoio total da administração da URCA à época. Neste ano de 2009 será realizada a sexta edição deste evento que tem se consolidado como um dos principais do Cariri. Como será o VI BERRO CARIRI?
Prof. Cunha – O Padre Cícero disse a Floro Bartolomeu: o Cariri tem que berrar. E esse berro tem ecuado durante seis anos e nesta sexta versão nós temos a consolidação do sonho de trazer para o Parque de Exposição os arranjos produtivos locais que são menos favorecidos. Aqueles arranjos que são ligados ao pequeno produtor, ao agricultor familiar. A exemplo da criação de ovinos, caprinos, do artesanato, da mandiocultura. A parte da apicultura, que é extremamente importante. O engenho da cana de açúcar e a parte cultural que também é muito importante. Teremos o VI Festival de Violeiros Cego Aderaldo, o VI Festival de Cordéis Patativa do Assaré e o VI Festival Folclórico Mestre Elói Teles. Com isso nós ficamos muito felizes, especialmente com essa nova coordenação e a nova visão dada pelo Dr. Leitão, trazendo artistas de renome nacional, mas que tem uma identidade muito grande com a nossa cultura popular. Neste ano teremos nomes como Os Nonatos, Flávio Leandro, Flávio José, Fagner, Dorgival Dantas e de diversos artistas da região do Cariri.
Océlio – Prof. Cunha, você falou das duas vertentes do VI BERRO, a cultural e de negócios. A respeito desta última, quais são as expectativas para este ano?
Prof. Cunha – A expectativa é que nós tenhamos cerca de 1000 ovinos e caprinos e não necessariamente da comercialização. Mas do ponto de vista da liberação de recursos se tem a expectativa da liberação de mais de um milhão de reais pelo Banco do Nordeste durante o evento. Esta é uma expectativa fantástica. E o que nós esperamos com isso? Nós esperamos que o evento seja um sucesso de público e de negócios. Agora, neste ano, nós temos duas novidades. Uma, é que todo o lixo que for produzido no evento será reciclado pela Associação dos Catadores de Lixo do Crato. A segunda novidade, que é uma idéia do Dr. Leitão, e que foi acatada por todo o Núcleo Gestor, é de dar uma função social ao Berro. Esta ação social consiste no seguinte: durante o dia a entrada no Parque de Exposição será gratuita. Já à noite, para os shows, as pessoas irão contribuir com dois quilos de alimentos não perecíveis, que serão recebidos diretamente por entidades beneficentes da cidade de Crato. E assim, nesse período natalino, o Berro, além de cumprir com uma função ambiental, a reciclagem do lixo, vai cumprir também uma função social que é de tornar o natal das pessoas mais pobres e menos favorecidas de Crato mais alegre e sem fome.
Océlio – Prof. Cunha você falou em 1000 cabeças de ovinos e caprinos. De onde virão esses animais?
Prof. Cunha – Hoje, o Governo do Estado tem feito um esforço muito grande, talvez o maior dentre os estados do nordeste, especialmente através do trabalho capitaneado pelo Secretário Camilo Santana, no sentido de que nós possamos sair do risco desconhecido da aftosa para o risco zero para aftosa. Então, a limitação que nós ainda temos é a barreira sanitária da aftosa, mas o que nós esperamos é ter a participação, especialmente, dos estados que são os maiores criadores de raças nativas, no caso os estados da Paraíba e do Ceará.
Océlio – Vou conversar, agora, com o Presidente da Comissão Gestora da Expocrato, que, atualmente, é responsável pela organização do BERRO CARIRI. Dr. Leitão qual a importância do Berro para a região do Cariri e para a economia local?
Dr. Leitão - A importância do Berro é determinante e tem sua potencialidade voltada, principalmente, para o pequeno agricultor, para o pequeno criador. O Berro tem como objetivos o resgate e a preservação dos animais nativos, que são mais rústicos e que têm o menor custo na sua criação e produção para o pequeno produtor. Esses foram objetivos detalhados e determinados pelo Prof. Cunha, que é na verdade o pai deste evento, o Berro Cariri, na sua passagem pela administração superior da URCA, quando teve esta feliz e importante idéia. Através do Berro movimentamos a agricultura familiar. Nós estamos movimentando o engenho, a casa de farinha com a mandioca, dentre outros. Com isso, movimentamos a economia de um modo geral, criando vários empregos e rendas temporários, sobretudo para aqueles que mais necessitam. E uma ação nova de grande importância é que, como o Berro será realizado no mês de dezembro, o mês natalino, nós achamos por bem beneficiar as oito instituições mais necessitadas e carentes aqui da cidade de Crato e decidimos que o acesso aos shows à noite será mediante a doação, por pessoa, de dois quilos de alimentos não perecíveis. Estes alimentos serão entregues diretamente a essas entidades. Além desse aspecto social, outra ação que consideramos extremamente importante, que já foi citada pelo Prof. Cunha, é a parceria com a Associação dos Catadores de Lixo aqui da cidade de Crato. Esta é uma maneira que encontramos para gerar mais emprego e renda para essas pessoas. Portanto, o Berro, neste ano, ganha essa dimensão eminentemente social, que era uma vontade nossa de há muito tempo e que hoje estamos concretizando. Com isso queremos contribuir com a melhoria de vida das pessoas mais carentes e necessidade de Crato.
Océlio – Dr. Leitão, quais as parcerias que foram estabelecidas, neste ano, para a realizacão do VI Berro Cariri?
Dr. Leitão – As parcerias são aquelas costumeiras. Nós temos a parceria do Governo do Estado do Ceará, através da Secretaria do Desenvolvimento Agrário, que tem à frente o Camilo Santana e que nos tem dado um grande apoio. Temos a parceria da Secretaria do Turismo, visto que vamos receber pessoas de vários estados e é importante a divulgação do Crato e de seus diversos pontos turísticos. Temos a parceria do SEBRAE, da Prefeitura Municipal do Crato, do Instituto Agropólos, a ACCOA, a CDL-Crato, a Associação Comercial e Industrial daqui de Crato, Ematerce, Bradesco, Banco do Nordeste, da URCA, enfim um grande conjunto de parceiros que são fundamentais para a realização deste grande evento. Com o apoio de todos esses parceiros temos, portanto, a oportunidade de fazer esse trabalho, possibilitando a geração de mais emprego, mais riqueza e mais renda para a cidade de Crato. Queremos destacar mais uma vez as ações de cunho social que serão desenvolvidas nesta sexta edição do Berro com a Associação dos Catadores de Lixo e as entidades beneficentes que tem um trabalho sério voltado para as comunidades carentes. Então nós queremos arrecadar alimentos para que essas entidades possam possibilitar às pessoas que são por elas atendidas um natal mais alegre e com uma alimentação de boa qualidade. Esse é o ojetivo fundamental de todo o trabalho que estamos fazendo aqui, juntamente com o Prof. Cunha, á frente do VI Berro.
Océlio – Essas entidades já foram escolhidas?
Dr. Leitão – Nós ainda estamos selecionando essas instituições e, claro, que vamos escolher aquelas que estão fazendo um trabalho sério, respeitado, e que mais necessitam do apoio e ajuda do povo do Crato, do povo do Cariri e, por que não dizermos, de todo o nosso estado, que é um povo tão bondoso, receptivo e que acima de tudo tem um coração muito grande e que sempre está disposto a colaborar com seu próximo.
Océlio – Prof. Cunha como criador do Berro Cariri, como você se sente hoje, coordenando esta sexta edição, de uma maneira tranqüila, com o apoio do Governo do Estado, da Prefeitura de Crato e de tantos outros parceiros? Qual o seu sentimento de ver este filho crescer, se desenvolver e se consolidar?
Prof. Cunha – A nossa felicidade, em primeiro lugar, é saber que o Berro não morreu na quarta edição, graças ao apoio do amigo, do irmão, da liderança, do grande criador que é o Dr. Leitão. Num momento difícil, quando muitos acreditavam que o Berro iria se extinguir, o Dr. Leitão chamou para si a responsabilidade de realizar o V Berro, que foi um grande sucesso. E nesta sexta versão, com a presidência do Dr. Leitão, o Berro tem dado um salto quantitativo e qualitativo, promovendo inclusão social. E, acima de tudo, ficamos muito felizes com o total apoio que está sendo dado pelo Governo do Estado, especialmente através da Secretaria do Desenvolvimento Agrário, do Camilo Santana, e de todos os parceiros. Nós costumamos dizer que o Berro tem se fortalecido pela parceria e, inegavelmente, ele tem crescido a cada ano, pelo compromisso do Governo do Estado do Ceará e pelo excelente trabalho do Dr. Leitão.
Océlio – Dr. Leitão, para encerrar nossa conversa, uma mensagem para a população do Crato e do Cariri.
Dr. Leitão – Nós convidamos a todas e a todos os cratenses e caririenses a participarem do VI Berro para se divertirem de forma alegre e respeitosa e, principalmente, colaborarem com a doação de alimentos às instituições beneficentes que estão sendo selecionadas. Na verdade, serão essas instituições que participarão diretamente da coleta e da recepção desses alimentos. Ninguém da Comissão Gestora nem do Governo irá participar do recebimento das doações. Quem desempenhará esse papel, repito, serão as próprias entidades carentes e necessitadas aqui da cidade de Crato. Então, é importante a participação, a colaboração e o envolvimento de todos os cratenses, a fim de possibilitar um natal mais feliz e alegre para essas instituições e para as comunidades com as quais elas trabalham.
Pensamento para o Dia 01/12/2009

“A criação deve ser vista como um Palco Cósmico. Deus é o diretor e o grupo de atores nesse jogo. Ele atribui todos os papéis dos personagens. Todas as criaturas do mundo são manifestações do Divino. O bem e o mal no mundo são expressões da consciência Divina. O homem não deve se enganar por essas expressões. Por trás de todas as diferentes ações dos atores, o diretor Divino está trabalhando. É preciso ter consciência de que, embora os nomes e formas possam variar, línguas e nacionalidades possam ser diferentes, a raça humana é uma em sua essência divina.”
Sathya Sai Baba
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“A ilusão causa os maus sentimentos que surgem em seu coração e em sua mente. Uma pessoa pode ter uma mente ruim, mas, com as bênçãos dos mais velhos e na companhia de almas nobres, ela pode facilmente se livrar das tendências nocivas e desenvolver as virtudes. As pessoas empreendem várias práticas espirituais para alcançar a Divindade. Evite a má companhia, busque a boa companhia, realize sempre ações corretas e discrimine entre o permanente e o efêmero (Thyaja Durjana Samsargam; Bhaja Sadhu Samagamam; Kuru Punyam Ahorathram; Smara Nityam Anityatham).”
Sathya Sai Baba
Blogueiros são alvo da Justiça - Originalmente postado por: José Flávio
Nota do Editor - Este texto foi postado no Blog do Crato por Dr. José Flávio Vieira, mas devido à abrangência da notícia, estou postando nos Blogs aonde posso, a fim de alertar a comunidade da Blogosfera caririense a se prevenir das ações da INjustiça Brasileira.

Diário do Nordeste
29/11/09

O caso mais recente foi do cearense Emílio Moreno, estudante de jornalismo que mantém o blog Liberdade Digital. Esse foi condenado a pagar R$ 16 mil à diretora de uma escola por um comentário ofensivo feito por um anônimo, que comentava uma briga entre alunos na escola.
O problema é que o autor de um blog não está isento de responsabilidade civil ou mesmo criminal decorrente do comentário de terceiros em sua página eletrônica. O caso pode piorar para o lado do blogueiro se ele tiver a ferramenta para autorizar, editar ou apagar os comentários. Quando o comentário é anônimo ou enviado por e-mail inexistente a recomendação é que o comentário, caso seja ofensivo a terceiros, seja apagado ou mesmo não seja liberado para a página.
A acusação mais comum contra blogueiros é de crimes contra a honra. Que pode ter como condenação a prestação de serviços à comunidade ou multa.
CensuradosO Blog ´Tijoladas do Mosquito´, assinado por Amilton Alexandre, foi cassado por uma juíza de Santa Catarina. Amilton fez comentários contra a senadora Ideli Salvatti (PT), ela não gostou e entrou com um processo contra o blog. A juiza concedeu liminar ordenando a concessão do direito de resposta à senadora e, em seguida ordenou a cassação do blog e o impedimento de que o editor publique até mesmo charges e matérias de jornais (ou quaisquer outros meios de comunicação) a respeito da senadora.
A jornalista Alcinéa Cavalcante, é conhecida como destemida e a única a enfrentar o senador José Sarney no Amapá. Ela foi indiciada pela Polícia Federal por um comentário publicado em agosto em seu blog ofendendo Sarney. Um leitor comentou, em um post em que ela reproduzia uma nota sobre Sarney, afirmando que toda família do senador "fedia". Ela reclama da censura e diz que no Amapá não existe liberdade de expressão.Desde 2006, Alcinéa foi alvo de mais de 20 ações movidas por Sarney e condenada a pagar mais de R$ 2 milhões em multa. Ela fechou o blog e abriu outros. Hoje está com o domínio http://www.alcinea.com/. Onde a jornalista comenta as principais notícias do seu Estado. Já o jornalista Altino Machado ex-repórter dos jornais O Estado de S. Paulo, Jornal do Brasil e Folha de S. Paulo, e famoso pela cobertura da luta de Chico Mendes, tem um dos blogs mais temidos do Acre. Já recebeu inúmeras ameaças de morte e até sofreu atentados. No ano de 2007, foi condenado por ter publicado uma foto do neto da professora Íris Célia Cabanelas Zannini, então presidente do Conselho Estadual de Educação.
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
Um texto para chamar a atenção dos historiadores. - Luiz Felipe de Alencastro
O texto que segue abaixo é muito interessante pois revela que haviam estruturas intercontinentais, no bojo do mercantilismo, que organizavam forças militares que juntavam as duas faces (América e África) numa só força militar. Aliás quando se observar a própria formação da bandeiras paulistas, talvez se encontre nelas uma forma de organização deste tipo de força. É um texto para historiades se interessarem pelo tema.
O texto abaixo é extraído de um artigo meu intitulado História Geral das Guerras Sul-Atlânticas: o episódio de Palmares que será publicado em Flávio Gomes (org.), Mocambos de Palmares. História, historiografia e fontes. 7Letras editora/FAPERJ, R.J.,2009.
O tema do artigo é mostrar (de novo) que o Atlântico Sul configurava um só espaço colonial unindo o Brasil à África portuguesa, e principalmente à Angola. Noutra parte do artigo, mostro como Palmares também foi atacado por milicianos reinóis e “brasílicos” (colonos do Brasil que ainda não possuiam o sentimento nacional) que haviam combatido em Angola. E tinham, portanto, a prática das guerras africanas. Aqui me concentro num poema sobre milicianos pobres que reclamam por não ter recebido prebendas após a destruição de Palmares. Nas notas de pé página marquei as diferenças entre esta interpretação e as análises de Luiz Mott e de Clóvis Moura, que também estudaram o poema. Marco, antecipadamente, o aniversário da morte de Zumbi, no dia 20 de novembro.
***
« Um texto de um pé-rapado brasílico reinvidica sua parte de glória na defesa do ultramar. Trata-se de um poema sobre a petição dirigida ao Conselho Ultramarino por um soldado raso que combatera como “praça de pé” (sic) no ataque final a Palmares, em 1694. Pereira da Costa, sempre atento à documentação, publicou o poema em seus Anais Pernambucanos. Mas não indica de onde o extraiu, nem se havia papelada anexa. Composto no esquema de rima abbaaccddc, o poema é uma variante da „décima espinela‟, forma literária do barroco ibérico utilizada, entre outros, por Calderon de la Barca (“La vida es sueño”) e Gregório de Matos (“Define sua cidade”). Na sequência, a décima popularizou-se na América Latina, sendo ainda celebrizada nos dias de hoje pela guajira cubana, a literatura de cordel e os violeiros nordestinos. Neste caso -, como no gênero “dez a quadrão”-, a décima é dialogada, com um violeiro entoando um verso, o outro o verso seguinte, e os dois juntos cantando os dois últimos versos. Assim, a décima dá ao poema o tom de uma queixa picaresca que pode ter sido lida, recitada ou cantada em Pernambuco, dando grande alcance às sentenças dos versos. Zebedeu, nome de origem bíblica tornado folclórico em Pernambuco e noutras partes, “filho de Braz Vitorino” (para rimar com Conselho Ultramarino), não se refere aqui a uma pessoa precisa, mas a um grupo de soldados pobres, preteridos na distribuição de presas e prêmios depois da guerra de Palmares. O apelo ao Conselho Ultramarino -, “justiceiro” e “afamado”-, merece reflexão.
Os versos ilustram o conhecimento amplo, nesta parte do ultramar, de que este foro palatino -, mais que o governador da capitania, o governador-geral e o próprio rei -, apresentava-se como a instância legítima e adequada para a solução definitiva dos contenciosos coloniais. Em seguida, como apontei alhures, evidencia-se a repactuação entre o centro e a periferia mediante a distribuição de cargos e o reescalonamento do mérito dos combates ultramarinos.
Contemporâneo da obra de Gregório de Matos, o poema retrata a situação do praça de pré, recrutado “quase menino” e despachado mal equipado, descalço (talvez venha daí a autoironia da expressão “praça de pé”), para a friagem da Serra da Barriga. “De fome e frio morrendo, descalço de pés no chão”, para ali combater “noite e dia”, onde “se estrepou” (isto é, se feriu no “estrepe”, paus pontiagudos postos em torno de Palmares ou enfiados em buracos dissimulados, os “fojos”). Sem receber nenhuma recompensa em propriedade, em soldo ou em promoção, nem “terras, [nem] dinheiro, [nem] patente”. O verso sobre o “valentão” Félix José pode referir-se à generalidade dos camponeses açorianos vítimas de recrutamento forçado, cuja inexperiência de combate valia-lhes frequemente o apodo de “bisonhos”. Tanto Zebedeu, pobre “bolônio” (bocó), como seus aparceirados, foram em frente, dando batalha feroz aos palmaristas, “vis escravos” a quem “não trataram como gente”, quer dizer, a quem trataram como se fossem bichos. No final das contas, foram os soldados e cabos que se acovardaram que receberam recompensas.
Sem recomendações de seus superiores ou de potentados locais, estes “zebedeus” invocavam a proteção e o testemunho de santo Antônio, de quem traziam o santinho ou a medalha (“junto a mim noite e dia”), e que fora oficialmente declarado patrono e soldado pago das tropas que atacaram Palmares. E no final, o pedido para o que dá o direito de juntar bandoleiros e pilhar índios e quilombolas com a chancela da Coroa. A única saída para quem não tinha nome ou propriedade. O lugar de quem tudo pode no sertão: capitão
Eis o poema em verso quebrado do praça estrepado:
“Ao Conselho Ultramarino
Que tão justiceiro é,
Zebedeu praça de pé
Filho de Braz Vitorino,
Bem moço, quase menino,
Para Palmares marchou,
Pelo que lá se estrepou
Sendo um dos desgraçados,
Que voltaram aleijados
E por fim nada ganhou.
Ali de arcabuz na mão,
Dia e noite combatendo,
De fome e frio morrendo,
Descalço, de pés no chão,
Ao lado do valentão Félix José dos Açôres
Que apenas viu dos horrores,
O painel desenrolar-se
Foi tratando de moscar-se
Com grande sofreguidão.
Do que venho de narrar,
Apesar de ser bolônio,
Pode o padre Santo Antônio
Muito bem corroborar,
O que não é de esperar
Proceda d'outra maneira,
A sua fieira
Sua afeição, valentia,
Pois junto a mim noite e dia
Não desertou da trincheira
Ele viu, bem como eu,
Quando o combate soou
Quando a corneta tocou,
A gente que então correu;
A essa foi que se deu
Como garbosa e valente
Terras,dinheiro, patente
Com grande injustiça e agravos
P'ra aquêles que aos vis escravos
Não trataram como gente.
A vós Conselho afamado
Que a justiça só visais,
Para que não amparais
O pobre do aleijado?
Que no mundo abandonado
Sem ter quem lhe estenda a mão,
Tem por certo a perdição,
Da vida, pois quase morto,
Só poderá ter confôrto,
Se o fizerdes - capitão.”
Quer tenham sido mercenários dos fazendeiros na América, quer fossem milicianos agregados às tropas regulares em Angola, tais combatentes – capitães, cabos e “zebedeus” -, faziam valer seus talentos de bugreiros e de capitães do mato nos dois lados do mar.
Para além dos documentos, e na ausência de outros textos como o poema acima, é preciso considerar a troca de experiências facultada pelo convívio destas tropas tricontinentais, multiétnicas e de variada condição social, cujo traço comum era o Atlântico Sul, e não o Brasil ou Angola. Torna-se essencial mapear os itinerários para saber quem conversava com quem, num mundo em que muita gente sabedora das coisas não sabia escrever. Nos arranchamentos angolanos e brasileiros, nos tombadilhos dos navios que atravessavam o oceano, nos serões africanos e nas selvas americanas, essas tropas compunham um gênero de novo exército colonial de brancos, negros, índios e mestiços que, “de pés no chão”, pilhava rebeldes e nativos dos dois continentes.
Não há exemplo de tropas deste gênero e com este raio de ação, agindo nos outros teatros da moderna expansão européia.
I Festival de Flores de Holambra é sucesso de público no Cariri
Cerca de 30 mil pessoas passaram pelo corredor florido do I Festival de Flores de Holambra, no Cariri, nos quatro primeiros dias do eventoO I Festival de Flores de Holambra no Cariri é um sucesso de público. A região tem prestigiado esse momento. Os corredores floridos na Praça Padre Cícero, em Juazeiro do Norte, são motivo de contemplação e uma oportunidade de negócios para os cultivadores de flores e plantas ornamentais. Cerca de 30 mil pessoas já passaram pelo local desde a quinta-feira, dia 26, quando foi aberto oficialmente o evento.
O I Festival de Flores de Holambra no Cariri estará acontecendo até o dia 6 de dezembro. Vários caminhões de flores e plantas ornamentais já chegaram e a alegria está estampada nos rostos das pessoas que visitam a feira. Esta tem sido oportunidade única para aqueles que pretendem renovar os seus espaços de jardinagem e dar nova roupagem aos ambientes.
São mais de 200 espécies flores e plantas ornamentais, vindas de Holambra, interior de São Paulo, maior produtora de flores da América Latina e responsável pela produção de 30 por cento das flores no Brasil. Até plantas carnívoras podem ser encontradas no Festival. As mudas estão plantadas em pequenos jarros, e com orientações de como podem ser cultivadas.
Praticamente todas elas são adaptáveis ao clima da nossa região. E o melhor de tudo é que são comercializadas com preços totalmente acessíveis, variando de R$ 1,20 a R$ 65,00. São orquídeas, bonsais, rosas, gérberas, cactos, violetas, bromélias em variedades, além das plantas ornamentais. Até o próximo domingo os corredores do I Festival de Holambra estarão abertos para receber o público, das 8 horas às 20 horas, todos os dias, sem intervalo. Os organizadores estimam que cerca de 70 mil pessoas passarão pelo local até o final de semana.
Informações pelo fone:
(88) 9915.3450
VI BERRO CARIRI: PROGRAMAÇÃO CULTURAL
ATRAÇÕES CULTURAIS:
DIA 03/12/2009 – QUINTA - FEIRA
• 18:00 REIZADO INFANTIL
• 19:00 FESTIVAL DE VIOLEIROS
• 22:00 FERREIRINHA DO ACORDEON
• 23:00 OS NONATOS
DIA 04/12/2009 – SEXTA - FEIRA
• 18:00 IRMÃOS ANICETO
• 19:00 FESTIVAL DE CORDEL
• 21:00 MISTURA NOVA
• 22:00 FLÁVIO LEANDRO
• 23:50 FLÁVIO JOSÉ
DIA 05/12/2009 – SÁBADO
• 18:00 MANEIRO PAU
• 19:00 LENINHA
• 21:00 HERDEIROS DO REI
• 22: 00 LUIZ FIDELIS
• 23:00 FAGNER
• EPITÁCIO PESSOA
DIA 06/12/2009 - DOMINGO
• 17:00 RAPADURA CULTURAL: Tábua de Pirulito: Espetáculo Infantil / Os Três do Ceará
• 19:00 RAÍZES DO FORRÓ
• 20:00 STÊNIO LIMA
• 21:00 BELO XOTE
• 23:00 DORGIVAL DANTAS
REALIZAÇÃO :
GOVERNO DO ESTADO DO CEARÁ
SECRETARIA DE DESENVOLVIMENTO AGRÁRIO
SECRETARIA DE CULTURA DO ESTADO
SECRETARIA DE TURISMO DO ESTADO
Gratidão - por Magali de Figueiredo Esmeraldo
Cultivar a gratidão deve ser uma constante na nossa vida. Agradecer a Deus todas as bênçãos e dons que recebemos Dele é nossa obrigação. Ao iniciarmos o dia, devemos ter sempre uma atitude de gratidão a Deus pelo dom da vida, pelas maravilhas que Ele faz por todos nós.
Nos salmos de agradecimento podemos refletir o que nos diz a Bíblia, Salmo 92,2 “É bom agradecer a Javé e tocar para o teu nome, ó Altíssimo; Salmo 103, 1-2 “Bendiga a Javé, ó minha alma e todo meu ser ao seu nome santo! Bendiga Javé, ó minha alma, e não esqueça nenhum dos seus benefícios.”
O Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 17, 11-19, narra que quando Jesus passava entre a Samaria e a Galiléia, indo em direção a Jerusalém, chegando perto de um povoado, vieram dez leprosos ao encontro de Jesus, pararam à distância e gritaram; “Jesus, mestre, tem compaixão de nós”. Jesus mandou-os apresentar-se aos sacerdotes. Ficaram curados e só um voltou glorificando a Deus em voz alta e, atirando-se aos pés de Jesus, com o rosto por terra lhe agradeceu. E era um samaritano, povo considerado impuro pelos judeus. Então Jesus lhe perguntou: “Não foram dez os curados? E os outros nove, onde estão? Não houve quem voltasse para dar Glória a Deus, a não ser este estrangeiro?” E disse-lhe: “levanta-te e vai! A tua fé te salvou”. O samaritano foi capaz de reconhecer o dom e agradecer a Deus, pois Dele nos vêm todos os dons.
Qual a lição que podemos tirar dessa narrativa? A fé do samaritano é um ponto importante desse trecho do Evangelho segundo Lucas. É uma fé madura e que nascida da esperança vai crescendo na obediência à Palavra de Jesus. E o mais bonito é que essa fé se manifesta na gratidão. Jesus dá a ele não só a cura, mas a salvação. Quando o samaritano reconhece que em Jesus, o amor de Deus leva os homens a viver na alegria da gratidão, sua vida chega à plenitude. Portanto, a vida que Deus dá em Jesus Cristo é gratuita. É graça.
Essa reflexão poderia nos ajudar a viver a gratidão. Vamos praticar a gratidão, em primeiro lugar a Deus e depois aos nossos irmãos pelos muitos benefícios recebidos.
Podemos agradecer a Deus pelo emprego, pela família, pelos amigos, pelo ar que respiramos, pelos dons que recebemos Dele. Esses dons que Deus nos dá, devem ser colocados a serviço do nosso irmão.
Por Magali de Figueiredo Esmeraldo
DIA MUNDIAL DE LUTA CONTRA A AIDS
Nesta terça-feira, 1º de dezembro, transcorre o Dia Mundial de Luta Contra a AIDS. Em Juazeiro do Norte, uma programação de reflexão sobre a data já está sendo cumprida através do Núcleo de DST’s/AIDS da Secretaria Municipal de Saúde. Nesta segunda-feira, dia 30, o setor de infectologia realizou no Hospital Santo Inácio, um encontro com alunos da Escola Odorina Castelo Branco, do Bairro Limoeiro, uma sensibilização sobre Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST’s). Hoje, dia 1º, serão realizadas blitz no semáforo do Cariri Shopping e na Praça Padre Cícero no horário da manhã. Haverá sonorização e panfletagem com alunos da FMJ chamando a atenção para a questão.O Centro de Atendimento Epidemiológico funciona no Hospital Santo Inácio, de segunda a sexta-feira. Lá atendem as segundas, quartas e quintas-feiras os médicos Maurício Torres, Victor Sampaio e Nilene Silva. Este ano o tema da mobilização é “Viver com AIDS é possível. Com o preconceito não”.
ADIADO LANÇAMENTO DO NATAL DE LUZ
O Natal de Luz que seria lançado nesta terça-feira, 1º de dezembro, foi adiado para o próximo dia 8, no mesmo horário e local. Ou seja, às 18h00 na Praça Padre Cícero. De acordo com a presidente da CDL de Juazeiro Antônia Anier Salustiano (Ana da Farmácia), o adiamento se deu por conta de atraso do material vindo de Fortaleza, para montagem da Árvore de Natal, com 25 metros de altura, 500 mil lâmpadas que ficará na Praça Padre Cícero. “Mas a montagem da árvore começará hoje, dia 1º e no dia 8, se Deus quiser, estaremos lançado o Natal de Luz em Juazeiro”, disse Ana, acrescentando que nesta terça-feira, vai começar também a iluminação do quarteirão piloto, entre as ruas São Francisco e Conceição, com igual número de lâmpadas.
VENHA VER MEU TEATRO
Com o espetáculo BR 116 foi aberto o programa Venha Ver o Meu Teatro, organizado pela Secretaria de Cultura de Juazeiro do Norte. O evento se estende até o mês de março de 2010, no Teatro Marquise Branca, e servirá para o público acompanhar o que Juazeiro tem de melhor nas artes cênicas. Em cartaz até o dia 05 de dezembro, BR 116 é um espetáculo encenado pelo grupo Alysson Amâncio Companhia de Dança. A peça traz fatos, lendas, sonhos e tragédias que acontecem na maior rodovia do país, mas usa a estrada como uma espécie de metáfora com nossos medos, obstáculos e desejos. As encenações acontecem sempre nas quintas, sextas e sábados, às 20 horas, com entrada gratuita. Até março do próximo ano, oito espetáculos serão apresentados.
Sou feliz
Perfuma os próprios caminhos”
Pe. Roque Schneider
Sou feliz por ser o pai de Cecília Noêmi, como também por ser filho de Seu Chico e Dona Conceição e ser sobrinho de Dona Nilza: educadora, cristã e espiritualmente bondosa. Tenho ainda a virtude de ser sobrinho de Amarílio Carvalho: ator, escritor, tipógrafo exemplar. Sou feliz por ter nascido no Cariri, mas ser desprovido de bairrismo preconceituoso.
Jorge Carvalho
“Um ano novo socialista”
Novembro/2009
Comunidade do Parque Grangeiro homenageou Padre Manuel Feitosa
Na noite de ontem, 29, a comunidade do bairro Parque Grangeiro prestou significativa homenagem ao Padre Manuel Alves Feitosa, pelo jubileu de ouro de sua ordenação sacerdotal.
Uma placa foi afixada no interior da capela de Nossa Senhora da Conceição para lembrar a efeméride e um grande bolo e refrigerantes foram servidos a cerca de duzentos fiéis que compareceram à missa e à solenidade de homenagem. Na ocasião, em nome da comunidade, proferi a saudação abaixo:
"Ilustríssimo e Reverendíssimo Padre Manuel Alves Feitosa,
Minhas senhoras e meus senhores:
João de Araújo Galvão e Francisca de Morais Feitosa nunca poderiam imaginar – naquele 25 de novembro de 1931 – data de nascimento de mais um filho do casal, em quem colocaram o nome de Manuel, que aquele rebento estava destinado a um profícuo e abençoado sacerdócio.
Tivesse seguido o mesmo rumo da maioria dos homens nascidos no município de Arneirós, no Sertão dos Inhamuns cearense, Manuel – quando fosse um menino taludo – teria enveredado pelas atividades agro-pastoris, enfrentando a caatinga arbórea e arbustiva, em meio ao xique-xique, macambira, coroa-de-frade e mandacaru.
Quis Deus que os caminhos do menino Manuel fossem outros.
Em 10 de outubro de 1940, com a idade de nove anos, já vamos encontrá-lo em Crato, distante muitas léguas da paisagem árida do seu torrão natal, com suas aroeiras, imburanas, angicos, umbuzeiros e catingueiras. No Cariri daquela época – emoldurado pela Chapada do Araripe e com a brisa adocicada pelo cheiro proveniente dos engenhos de rapadura, localizados em meio aos verdes canaviais – o menino Manuel recebeu a Primeira Comunhão no Seminário São José. Entre 1941 a 1946 ele cursou as séries primárias no Círculo Operário Católico de Crato, tendo como professor seu tio paterno, Manoel Leonardo Feitosa.
No alvorecer de 1947 – e até fins de 1953 – o jovem Manuel Alves Feitosa estudou no Seminário São José de Crato. De 1954 até 1959 foi aluno do Seminário da Prainha, em Fortaleza, onde cursou Filosofia e Teologia. A realização do seu acalentado sonho ocorreu no dia 8 de dezembro de 1959, na Catedral de Nossa Senhora da Penha, em Crato, quando, pelas mãos de Dom Vicente de Paulo Araújo Matos, tornou-se Sacerdote ad eternum.
No Evangelho de São Mateus, capítulo 13, versículos 31 e 32 está escrito:
Creio que esta parábola – que nos foi contada por Nosso Senhor Jesus Cristo – se adapta com muita precisão a missão que há meio século vem sendo cumprida pelo nosso querido pároco, Padre Manuel Alves Feitosa. A pequena semente que ele plantou, depois de semeada, cresceu e lançou ramos tão grandes que muitos se aninharam à sua sombra.
Padre Manuel Feitosa:
Representa o alto apreço do seu rebanho - residente nas comunidades do Parque Grangeiro, do Gregório, Vila Nova, Novo Horizonte, Coqueiro, André Pinheiro e Grangeiro - que ora presta esta homenagem ao seu pároco, padre Manuel Alves Feitosa com a fixação desta placa comemorativa ao seu jubileu de ouro sacerdotal.
Significa o contentamento e o reconhecimento por todos os seus serviços prestados ao longo de cinquenta anos como operário da construção do Reino de Deus.
Que Deus continue protegendo-o, inspirando-o e cumulando-o de Suas bênçãos por muitos e muitos anos mais"...
Texto de Armando Lopes Rafael
domingo, 29 de novembro de 2009
Flamengo é o líder do Campeonato Brasileito a uma rodada
O Flamengo, na verdade, nem precisou fazer muito para vencer, pois depois de marcar o primeiro gol com Zé Roberto, aos 26 minutos da etapa inicial, o time carioca apenas administrou o jogo e viu sua torcida fazer a festa com a derrota do São Paulo.
Nesse novo cenário do Brasileirão, o Maracanã tem tudo para ser o palco de uma grande festa rubro-negra no próximo domingo, quando o Fla recebe o Grêmio, pela última rodada da competição. Basta vencer para levar o título para a Gávea - os gaúchos já estão classificados para a Copa Sul-Americana e não têm mais chances de ir à Libertadores.
Pensamento para o Dia 29/11/2009

“Para que o homem nasceu neste mundo? Para simplesmente vagar por aí e viciar-se nos prazeres do mundo? Entenda que os prazeres mundanos não são permanentes. Tudo que acontecer a você no futuro estará de acordo com sua conduta atual. Tudo é reação, reflexo e ressonância. Os bons atos que você executa hoje produzirão bons resultados no tempo vindouro. Se realizar más ações hoje, você não pode esperar ser recompensado com bons resultados no futuro. Os resultados de suas más ações do passado irão sempre persegui-lo.”
Sathya Sai Baba
POR QUE PRECISAMOS AMAR UNS AOS OUTROS?

É uma pergunta que nos faz refletir sobre nossa inserção e existência nesse mundo e plano de experiências. Ao nos inserirmos nesse mundo nos matriculamos na Escola da Vida. Assim sendo, precisamos passar por diversos estágios de aprendizagem até chegarmos ao topo do conhecimento-sabedoria e deslumbrarmos a ordem, a beleza, a unidade, a interdependência e o valor da disciplina para o crescimento tanto exterior quanto interior. Existe, portanto, um sentido e um propósito maior que no início desconhecemos. A medida que avançamos nos estágios da consciência percebemos gradativamente que fomos dotados de atributos e capacidades inatas que precisam ser colocadas em prática. O mundo objetivo e subjetivo passa a ser nosso laboratório de experiências, nosso palco onde representamos os papéis de acordo com a cultura envolvente. E cada etapa de crescimento é um estágio para a etapa seguinte. O nosso mestre é a vida. Os nossos semelhantes são nossos parceiros onde podemos nos espelhar e refletir sobre o sentido da vida coletiva.
Nessa Escola não se tem como propósito descobrir o certo e o errado, mas revelar a essência, o caminho verdadeiro e profundo da trajetória que devemos seguir. E cada um escolhe a sua trajetória a seu modo, preferência, gosto, indução ou simpatia. A escolha pode estar em sintonia ou não com a ordem cósmica (cosmo). Quando escolhemos a sintonia adequada percebemos e descobrimos novas vibrações e estados de consciência que alcançamos devido ao nosso esforço, disciplina, mérito e poder pessoal.
Nesse sentido, não existe gratuidade ou privilégios, mas ações, impulsos, disciplina, sensibilidade, inteligência, perseverança, vontade, poder e fé em si mesmo. O tempo deixa de ser algo cronometrado e racional. Nesse contexto, o tempo é “medido” ou sentido pelo grau de concentração e foco que damos ou escolhemos iluminar na longa caminhada de experiências e descobertas pessoais.
A força das persuasões culturais e sociais é, paradoxalmente, o obstáculo mais presente na inércia do desenvolvimento humano: a luz do sol pode tanto iluminar nosso caminho quanto nos cegar. Por vivermos coletiva e interativamente sofremos das influências luminosas externas da cultura e dos modos de produção e organização social. De um modo geral, acabamos abandonando a nossa busca pessoal para seguirmos o discurso e a luz das idéias coletivas que nos guiam tal como um arco que lança a flecha e esta voa cegamente em busca de um alvo desconhecido por ela, mas teoricamente conhecido pelo arco. Nesse sentido, o ego é uma flecha induzida lançada por um poder persuasivo indutor – não somos livres de fato! Inverter essa lógica de induzido para indutor é a façanha maior, o mérito perseverante de quem se propôs a seguir seus próprios passos arriscando a própria vida-consciência.
A flecha e o arco são partes complementares da mesma natureza: o Eu Menor (Ego) e o Eu Maior (Self). Apesar disso, é muito comum se ver a natureza humana do ego guiada por um arco alheio. O alvo, o arco e a flecha fazem parte de um mesmo processo de desenvolvimento, criação e libertação do ser. A palavra PECADO vem etimologicamente da idéia de uma flecha que ao se chocar com o alvo se distancia do seu centro. Essa distância era conhecida na antiguidade como PECADO.
Nesse contexto, pecamos a cada instante desde que nascemos por ignorarmos as leis que governam a interação entre o arco, a flecha e o alvo. Durante a vida, nos foi dado a oportunidade de aprendermos mais sobre essas leis cósmicas (cosmo significa ordem e beleza). A vida humana se depara com o dilema da visão: Onde se encontra o alvo? Quem eu sou, o arco ou a flecha? Na incerteza da escuridão do ego apontamos nossas flechas para o outro semelhante. O alvo passa a ser o outro que vemos porque não vemos um segundo Outro em nós mesmos. E assim projetamos e associamos as nossas carências, fraquezas e deficiências ao outro manifestado em nosso campo de percepção objetiva. Cria-se, portanto, a visão Maya ou Ilusão, pois acreditamos piamente que tudo acontece porque o problema está no mundo e contexto que vemos fora de nós. O outro (mundo e ser) externo, então, se torna parte da equação psicológica que montamos para resolver nossos problemas e medos da vida e da morte.
A natureza humana do ego, por não conseguir ver e interagir diretamente com o seu próprio Self busca a luz da compreensão no contexto das experiências alheias. Em parte consegue ajuda, mas as leis da natureza forçam a natureza do ser a voltar sobre si mesmo – re-fletir (fletir ou dobrar sobre si mesmo) para complementar a busca e entendimento. Por isso mesmo, o grande pensador Kafka chegou a afirmar: “ Da vida se tira vários livros - dos livros se tira pouco – muito pouco! – a vida!
Nesse caminho menor, o mistério se torna mais ainda obscuro. O ego conduz sua vida sem se preocupar com o sentido que está dando a ela, até que chega um momento em que algo sobrenatural força-o a rever seus conceitos e valores. Então, surge a questão: E depois o que virá, perecerei ou continuarei existindo? Em que grau de consciência me encontro? Valeu a pena ignorar o meu mundo interior? E aí surge a crise, o risco e a oportunidade de rever os passos dados. É o momento de buscar significado para sua vida e existência. Nesse instante, tudo o que conseguiu aprender ou que ignorou terá impacto na força da psique. A psique forte saberá lidar com o novo desconhecido e continuará aprendendo com o seu Self. E a psique fraca se tornará mais confusa se distanciando do seu eixo ou centro principal – o seu próprio Self! Por isso mesmo, “o caminho é estreito e a porta pequena...muitos serão chamados, mas poucos os escolhidos”.
Nesse sentido, a lei do cosmo está relacionada à qualidade de nossas intenções, ações, reações, desejos, vontades e fé. A lei do acaso só rege o mundo pouco esclarecido do ego. A metamorfose da consciência é a solução da existência humana, mas o ego nada sabe a respeito disso. E segundo Freud (no livro Mal-estar da Civilização) essa metamorfose é uma metanóia da consciência, uma espécie de transmutação ou mudança radical do ser. E o ser é constituído de forças, impulsos, energias e estados da consciência que circulam e transformam elementos químicos, biológicos, vitais físicos e metafísicos. Em síntese, o ser é um processo sutil complexo, multidimensional, transcendental, cósmico e universal. 
O que chamamos de Amor, no sentido amplo da palavra, é um estado elevadíssimo da consciência (e não se resume apenas no prazer carnal – libido!)onde esses atributos cósmicos e universais se manifestam de forma inconfundível e imprevisível. É um marco na experiência interior – vivência! – do ser humano. A partir desse marco o ser pode se orientar para a sua total iluminação e consagração divina. O ser deixa de ser homem-animal para ser homem-divino com características, saberes e poderes supra-racionais.
É por isso, que devemos com todas as nossas forças buscar AMARMOS UNS AOS OUTROS, isto porque esse caminho é o da transcendência, consagração e iluminação da consciência. É um retorno á Unidade Cósmica onde todos fazem parte de um mesmo fenômeno cósmico da Criação. Ao retornarmos a esse estado de consciência primeira elevamos nosso Estado da Alma Evolutiva. A expressão EVOLUÇÃO, ganha, portanto, um sentido e significado mais amplo e mais elevado (muito além do estado biológico). Ciência, Filosofia e Religião se tornam uma coisa só: a busca e descoberta do fenômeno do Amor.
E que Deus ilumine a todos nessa busca interior maior – é o meu sincero desejo cósmico!
sábado, 28 de novembro de 2009
Europa sofrerá cada vez mais com calor, secas e inundações

(http://br.noticias.yahoo.com/s/afp/onu_clima_aquecimento)
Sex, 27 Nov, 12h56
PARIS, França (AFP) - A seca em algumas regiões e as inundações em outras, somadas ao tempo muito quente, serão recorrentes na Europa em consequência das mudanças climáticas e podem provocar graves catástrofes até 2050, segundo a Agência Europeia de Meio Ambiente (AEE).
Apesar de estar mais bem preparada que outras regiões para enfrentar os problemas, a Europa se equivoca se pensa que está protegida das mudanças climáticas, principalmente se for considerado que registra um aquecimento maior que a média mundial.
"O aquecimento na Europa no último século foi de 1,1 grau centígrado, com picos de até seis graus no Ártico, contra a média mundial de 0,8 grau", afirma Jacqueline McGlade, diretora da AEE.
Da Groenlândia à Grécia, a alta das temperaturas será especialmente considerável no sul da Europa, na Finlândia e no centro do continente.
A onda de calor de 2003, que provocou a morte de 70.000 pessoas, na maioria idosos, é uma mostra dos futuros verãos, insistem os cientistas. Um verão em cada dois pode registrar uma situação do tipo.
Até 2050 se perfila uma Europa dividida em duas, com um sul mediterrâneo desidratado, com área rumo à desertificação, e do outro lado um norte sob fortes chuvas mais intensas no inverno, geralmente submersa pelas inundações.
O verão de 2008 ilustrou o contraste: seca prolongada na Espanha e inundações catastróficas na Grã-Bretanha.
A água será uma preocupação para todos os países europeus, e vários - Chipre, Espanha, Itália, Bélgica, Bulgária e Grã-Bretanha - já sofrem graves problemas hídricos.
"O aquecimento global vai exacerbar a pressão nas regiões que já têm dificuldades", explica André Jol, autor de um relatório da AEE.
O continente europeu vive acima de seus recursos e terá que reduzir o consumo de água tanto na agricultura como nas residências.
Os Alpes, "torre de água da Europa", que fornecem 40% da água doce, esquentam quase duas vezes mais rápido que a média mundial (+1,48 grau centígrado em um séculos em um século). Dois graus mais condenariam ao fechamento um terço das estações de esqui.
"O caudal dos rios vai mudar totalmente. Na primavera será muito forte, com risco de inundações importantes na Alemanha e Holanda, mas no verão teremos menos água para todos, a região de Viena terá falta de água no futuro", comenta Jol.
No sul da Europa, onde a agricultura consome 60% da água, chegando a 80% em algumas localidades, a escassez pode provocar quedas expressivas do rendimento agrícola, como por exemplo das plantações de trigo nas zonas costeiras do Mediterrâneo.
O aumento do nível dos oceanos, que pode ser de 0,7 a 1 metro, é outra preocupação, já que no perímetro mediterrâneo metade da população vive nas costas.
Três regiões são as mais vulneráveis: Holanda e as costas do Mar do Norte, Londres e um arco que vai de Barcelona a Marselha, onde a erosão fragiliza ainda mais o litoral.
Pensamento para o Dia 28/11/2009

“As nuvens da ilusão (Maya) não podem escurecer a consciência interior das quatro categorias seguintes de pessoas nobres: (1) aqueles que se deleitam com a glória e o mistério de Deus, (2) aqueles que conhecem e proclamam conhecer que Deus é o mestre de Maya e o portador das forças que destroem a ilusão; (3) aqueles que estão engajados em boas obras executadas com fé e devoção, e (4) aqueles que se esforçam para manter a Verdade (Sathya) e a retidão (Dharma).”
Sathya Sai Baba
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
De Crato a Assaré no início do Século Vinte - por Magali de Figueiredo Esmeraldo.
Nessa viagem, além do tio José e do seu tio Paulo, participaram também os seus pais José Alves de Figueiredo e Emília Viana de Figueiredo, meus avós e Elisa Viana, irmã de sua mãe. Viajava junto também seu irmão Mário, que como ele, era ainda muito criança, um pouco mais velho. Esse irmão dele viria a falecer mais tarde, aos dezoito anos, de diabetes. Naquela época ainda não havia a insulina.
Além das pessoas citadas acima, acompanhavam essa viagem alguns trabalhadores da família, como arrieiros. Era época de inverno e as muitas chuvas contribuíram para que houvesse muitos atoleiros. Freqüentemente graças à perícia dos arrieiros os burros eram arrancados dos atoleiros.
Em conseqüência das chuvas torrenciais, ficaram acampados dois dias nas Guaribas, distante seis quilômetros do Crato. Somente depois que cessaram as chuvas eles seguiam viagem. As terras muito alagadas e com muita chuvas caindo obrigavam a caravana a parar de vez em quando.
O tio José narra com muito sentimento, o desconforto que ele e seu irmão sofreram durante a viagem, pois eles viajavam sentados em dois caixões, um de cada lado do burro. Além do mais, iam juntos com os jumentos que levavam a bagagem e os mantimentos e, por isso se sentiam muito humilhados. Esses caixões foram construídos pelo seu pai e eram cobertos por um toldo de lona para protegê-los do sol e da chuva. No meu entender, o meu avô teve a boa intenção de proteger os filhos que, por serem pequenos, não podiam viajar em cavalos. Só quem viajava a cavalo eram seus pais, o tio e a tia. No entanto, o meu tio José não justificava essa iniciativa de seu pai de construir tal caixão. Reclamava muito das dificuldades: sacolejos, atoleiros, unhas de gatos, galhos e espinhos que entravam pelas caçambas e os feriam, além dos chuviscos e orvalho que os ensopavam. E ainda se envergonhavam da maneira como viajavam, pois despertava a curiosidade da meninada.
Ao contar a história dessa aventura, tio José descreve a maneira como as mulheres montavam a cavalo. Sentavam de lado e não escanchadas, como os homens. A mãe dele tinha medo e, para vencer as dificuldades rezava com muita fé todas as jaculatórias que aprendera na adoração, sempre que o cavalo dava solavancos. Já a tia Elisa tinha muita coragem, mesmo sentada de banda, cavalgava bem, corria galopava e marchava no cavalo.
Ao meio dia era hora do descanso. A caravana se arranchava em velhas casas sertanejas alpendradas. Os arrieiros tiravam as cargas e selas e os animais iam pastar livres do peso. Os mantimentos eram tirados dos animais. Quem se encarregava de temperar os alimentos eram as mulheres e, quem cozinhava eram os arrieiros.
As redes eram armadas nos alpendres. Depois do almoço, todos descansavam e somente às duas horas da tarde davam prosseguimento à viagem. Depois de enfrentar todas as adversidades no percurso, sol quente e chuvas, ao entardecer paravam novamente em outra casa alpendrada. Era costume na época, qualquer viajante ter direito de abrigar-se à sombra da casa amiga e acolhedora. Tanto ricos como pobres eram bem recebidos. Ao construir casas alpendradas, o objetivo do sertanejo, além de se abrigar dos raios solares nordestino, era também acolher o transeunte.
A memória prodigiosa de José de Figueiredo Filho, o fez lembrar-se de toda essa aventura, incluindo os balanços na rede, cantando as cantigas da cultura cearense, na noite em que pernoitaram em Nova Olinda.
Aprendeu tais modinhas com Maria Carimbé que trabalhava para sua família. Anos depois ele recordava esses momentos, ouvindo nos programas radiofônicos a “Hora da Saudade” que tocava todas as cantigas daquela época.
Finalmente chegaram a Assaré em uma manhã nublada. Para entrarem naquela localidade, tiveram que passar por uma estreita parede de um açude. Quando entraram nas primeiras ruas, a garotada os seguiu com a curiosidade ainda mais aguçada, por ver os meninos viajando como se fossem carga. Não foram vaiados porque procediam de um local mais adiantado do que aquele, segundo conta tio José. Todos os atropelos e canseiras foram compensados pelas maravilhosas férias em Assaré.
Adaptado Por Magali de Figueiredo Esmeraldo de “Meu Mundo é uma Farmácia” de J. de Figueiredo Filho – Coleção Alagadiço Novo – UFC, 1996 - páginas 35-38
Pensamento para o Dia 26/11/2009

“Esteja sempre impregnado de Amor. Não use palavras maldosas contra qualquer pessoa, pois as palavras ferem mais fatalmente que as flechas. Fale suave e docemente, e se compadeça com o sofrimento e a perda. Faça o que puder para colocar em prática o bálsamo da palavra suave e da ajuda oportuna. Não estrague a fé de qualquer pessoa na virtude e na Divindade. Encoraje os outros a terem essa fé, demonstrando, em sua própria vida, que a virtude é a própria recompensa e que Deus é todo-penetrante e todo-poderoso.”
Sathya Sai Baba
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
A NATUREZA DA CONSCIÊNCIA E OS CAMPOS DE ENERGIA SUTIL DA REALIDADE HUMANA
Assim como existe a fronteira entre a ignorância e o conhecimento também existe a fronteira entre o conhecimento e o autoconhecimento. Pode o ignorante compreender o universo de um cientista e intelectual? Da mesma forma, pode um intelectual compreender o universo do santo e místico? Certamente não. As fronteiras que delimitam estes universos, separam realidades distintas, ainda que os ignorantes , cientistas e santos estejam aparentemente no mesmo "plano de existência". A fronteira que delimita o ignorante do cientista chamaremos de CONHECIMENTO, e a fronteira que delimita o cientista do santo chamaremos de SENSIBILIDADE.
A realidade não é somente aquilo que percebemos. Aquilo que não percebemos não deixa, apenas por esta razão, de existir. Assim, o cientista não percebe diretamente o elétron, apenas indiretamente, por seus efeitos, o que não o impede de afirmar-lhe a existência. O que percebemos está inserido dentro de uma faixa ou cone de percepção. A medida que aumentamos a sensibilidade do cone de percepção novas sinalizações de fenômenos são captadas do mundo "irreal".
"No dizer de Héyoan, cada um de nós tem um cone de percepção através do qual percebemos a realidade. Podemos usar a metáfora da freqüência para explicar esse conceito, significando o que cada um de nós é capaz de perceber dentro de certa faixa de freqüência.
Como humanos, tendemos a definir a realidade pelo que podemos perceber. Essa percepção inclui não somente todas as percepções humanas normais mas também suas extensões através dos instrumentos que construímos, como o microscópio e o telescópio. Aceitamos como real tudo o que está dentro do nosso cone de percepção, e como irreal tudo o que está fora dele. Se não podemos perceber alguma coisa, a razão é que ela não existe.
Toda vez que construímos um novo instrumento, aumentamos o cone de percepção e mais coisas são percebidas, de modo que elas se tornam reais" (BRENNAN,1990,p.242).
Mas será que podemos compreender algo sem que, para tanto, tenhamos que empregar esforço mental ou emocional? Acredito que não, pelo menos para o nível "normal" de consciência humana.
Podemos afinal efetivamente estudar o ser humano, ou mais precisamente, a consciência humana? A resposta positiva para essa pergunta tem por obstáculo fundamental o fato de se tratar de um estudo em que o "objeto" é ao mesmo tempo sujeito. Como pode um observador caracterizar um "objeto" se elementos como orgulho, pretensão, ansiedade, tensão, carência afetiva, auto-afirmação, insegurança, falta de confiança no outro ou em si mesmo,etc.- afetam a observação e interferem no "objeto" estudado? A "ciência oficial" estuda, no homem, o produto das descobertas mas não o "metaproduto" das descobertas. Um produto por exemplo seria a equação de Einstein -E = mc2-, enquanto que o metaproduto seria o trabalho de "sutilização da sensibilidade" que Einstein executou em si mesmo para chegar a esta descoberta. O conhecimento da natureza do produto e do "metaproduto" não é idêntico, mas complementar. Em se tratando do ser humano o produto é a sua percepção OBJETIVA e o "metaproduto" sua consciência de si NãO-OBJETIVA. Segundo JUNG (1991):
"Na elaboração de teorias e conceitos científicos há muita coisa de sorte pessoal. Há também uma equação pessoal psicológica e não apenas psicofísica. Enxergamos cores, mas não o comprimento das ondas. Esta realidade bem conhecida deve ser levada em conta na psicologia, mais do que em qualquer outro campo. O efeito dessa equação pessoal já começa na observação. Vemos aquilo que melhor podemos ver a partir de nós mesmos. Assim, vemos, em primeiro lugar, o cisco no olho do irmão. Sem dúvida o cisco está lá, mas a trave está no nosso olho - e perturbará de certa forma o ato de ver. Desconfio do princípio da "pura observação" na assim chamada psicologia objetiva, a não ser que nos limitemos á lente do cronoscópio, taquistoscópio e outros aparelhos "psicológicos". Assim nos garantimos também contra uma demasia exploração dos fatos psicológicos da experiência. Esta equação pessoal psicológica aparece mais ainda guando se trata de expor ou comunicar o que se observou, sem falar da concepção e abstração do material experimental. Em parte alguma, como no campo da psicologia, é exigência absolutamente básica que o observador e pesquisador sejam adequados a seu objeto, no sentido de serem capazes de ver uma e outra coisa. Exigir que só se olhe objetivamente nem entra em cogitação, pois isto é demais. O fato de a observação e a interpretação subjetivas concordarem com os fatos objetivos prova a verdade da concepção apenas na medida em que esta última não pretenda ser válida em geral, mas tão-somente para aquela área do objeto que está sendo considerada. Nesse sentido, é exatamente a trave no nosso próprio olho que nos possibilita ver o cisco no olho do irmão. E nesse caso a trave no nosso olho não prova que o irmão não tenha um cisco no seu olho, como ficou dito. Mas a perturbação de nossa visão leva facilmente a uma teoria geral de que todos os ciscos são traves. Reconhecer e levar em consideração o condicionamento subjetivo dos conhecimentos em geral e dos conhecimentos psicológicos em particular é a condição essencial e correta de uma psique diferente da do sujeito que observa. Esta condição só será satisfeita quando o observador estiver suficientemente informado sobre a extensão e a natureza de sua própria personalidade. E só poderá estar suficientemente informado quando se tiver libertado da influência niveladora das opiniões coletivas e, assim, tiver chegado a uma concepção clara de sua própria individualidade" (p.25-27).
A consciência do homem está relacionada aos princípios intrínsecos de desenvolvimento da percepção física e metafísica. O movimento e a evolução desses princípios acarretam uma mudança de percepção, fazendo com que a percepção se volte sobre si mesma. Esse "giro" de percepção pode engendrar um novo estado de sensibilidade ou um novo ângulo de visão em nosso estado psicológico.
BRENNAN (1990):
"A proporção que nos permitimos desenvolver novas sensibilidades, principiamos a ver o mundo inteiro de maneira muito diferente. Começamos a prestar mais atenção a aspectos da experiência que antes nos pareciam periféricos. Surprendemo-nos a usar uma nova linguagem para comunicar as novas experiências. Expressões como "vibracões más" ou "a energia ali era grande" estão se tornando comuns. Principiamos a notar e dar mais crédito a experiências como a de encontrar alguém e a de gostar ou desgostar desse alguém, num instante, sem nada saber a seu respeito. Gostamos de suas "vibrações"" (p.39).
Continuando a análise de BRENNAN temos:
"Todas essas experiências têm realidade nos campos de energia. O nosso velho mundo de sólidos objetos concretos está rodeado e impregnado de um mundo fluido de energia radiante, em constante movimento, em constante mutação, como o oceano"(p.39).
E BRENNAN (1990) complementa:
"Conquanto a experiência de cada pessoa seja única, existem experiências comuns gerais que as pessoas têm quando passam pelo processo de ampliação das percepções, ou de abertura do canal, como é freqüentemente chamado. Tais verificações servirão para encorajá-lo ao longo do caminho. Não, você não está ficando louco. Outros também estão ouvindo ruídos provenientes de "lugar nenhum" e vendo luzes que não estão ali. Tudo isso faz parte do início de certas mudanças maravilhosas que ocorrem na sua vida de modo inusitado, porém muito natural.
Há provas abundantes de que muitos seres humanos hoje em dia expandem seus cinco sentidos habituais em níveis supersensoriais. A maioria das pessoas possui em certo grau a Alta Percepção Sensorial sem percebê-lo necessariamente, e pode desenvolvê-la muito mais com diligente dedicação e estudo. É possível que já esteja ocorrendo uma transformação da consciência e que outras pessoas procurem desenvolver um sentido novo em que as informações são recebidas numa frequência diferente e possivelmente mais elevada" (p.28-29).
DENIS (1909) assim comenta:
"Todas as manifestações da natureza e da vida se resumem em vibrações, mais ou menos rápidas e extensas, conforme as causas que as produzem. Tudo vibra no universo: som, luz, calor, eletricidade, magnetismo, raios cósmicos, raios catódicos, ondas hertzianas, etc., não passam de modos diversos de ondulação da força e da substância universal, de sucessivos graus que constituem, em seu conjunto, a escala ascensional das manifestações da energia.
As gradações são muito afastadas umas das outras. O som percorre 340 metros por segundo; a luz, no mesmo tempo, faz o percurso de 300.000 quilômetros; a eletricidade se propaga com uma rapidez que se nos afigura incalculável. Os nossos sentidos físicos, porém, não nos permitem perceber todos os modos de vibração. Sua impotência para nos dar uma impressão completa das forças da natureza é um fato suficientemente conhecido para que tenhamos necessidade de insistir sobre esse ponto.
Só no domínio da ótica, sabemos que as ondas luminosas não nos impressionam a retina senão nos limites das sete cores do prisma, do vermelho ao violeta. Alem ou aquém dessas cores, as radiações solares escapam a nossa vista; chamam-se por isso raios obscuros" (p.46-47).
DENIS (1909) continua:
"Nessa prodigiosa ascensão, os nossos sentidos representam paradas muitíssimo espaçadas, estações disposta a consideráveis distâncias umas das outras, em uma estrada sem fim. Entre essas diversas paradas, por exemplo entre os sons agudos e os fenômenos do calor e da luz, destes, em seguida, até às zonas vibratórias afetadas pelos raios catódicos, há para nós como que abismos. Para seres, porém, dotados de sentidos mais sutis ou mais numerosos que os nossos, esses abismos, desertos e obscuros na aparência, não estariam preenchidos? Entre as vibrações percebidas pelo ouvido e as que nos impressionam a vista não há mais que o nada no domínio das forças e da vida universal?
Seria bem pouco sensato acreditá-lo, porque tudo na natureza se sucede, encadeia e se desdobra, de elo em elo, por gradativas transições. Em parte alguma há salto brusco, hiato, vácuo. O que resulta destas considerações é simplesmente a insuficiência do nosso organismo, demasiado pobre para perceber todas as modalidades da energia.
O que dizemos das forças em ação do universo, aplica-se igualmente ao conjunto dos seres e das coisas, sob suas diversas formas, em seus diferentes graus de condensação ou de rarefação.
O nosso conhecimento do universo se restringe ou dilata conforme o número e a delicadeza de nossos sentidos. O nosso organismo atual não nos permite abranger mais que um limitadíssimo círculo do império das coisas. A maior parte das formas da vida nos escapa. Venha, porém, um novo sentido acrescentar-se aos atuais, e imediatamente se há de o invisível revelar, será preenchido o vácuo, animado o que é hoje insensibilidade e inércia.
Poderíamos mesmo possuir sentidos diferentes, por sua estrutura anatômica, modificariam totalmente a natureza de nossas sensações atuais, de modo a nos fazer ouvir as cores e saborear os sons. Bastaria para isso que no lugar e posição da retina um feixe de nervos pudesse ligar o fundo do olho ao ouvido.
Nesse caso ouviríamos o que vemos. Em lugar de contemplar o céu estrelado, perceberíamos a harmonia das esferas, e nem por isso seriam menos exatos os nossos conhecimentos astronômicos. Se os nossos sentidos, em lugar de separados uns dos outros, estivessem reunidos, não possuiríamos mais que um único sentido generalizado, que perceberia ao mesmo tempo os diversos gêneros de fenômenos" (p.47-49).
E continuando com a análise de JUNG (1984):
"Se alguém pensa que uma crença sadia na existência dos arquétipos pode ser inculcada a partir de fora, é tão ingênuo quanto aqueles que querem proscrever a guerra ou a bomba atômica por meios legais. Essas medidas nos lembram aquele bispo que excomungou os besouros de sua diocese porque se haviam multiplicado incovenientemente. A mudança da consciência deve começar dentro de cada um e é um problema que data de séculos e depende, em primeiro lugar, de saber até onde alcança a capacidade de evolução da psique. Tudo o que sabemos hoje é que há indivíduos capazes de se desenvolver. Contudo, o seu número total escapa ao nosso conhecimento, da mesma forma como não sabemos qual seja a força sugestiva de uma consciência ampliada, isto é, não sabemos a influência que ela pode exercer sobre um círculo mais vasto. Efeitos desta espécie jamais dependem da racionalidade de uma idéia, mas bem mais da questão (que só podemos responder ex effectu - depois dos fatos): Uma época está madura ou não para mudança?" (p.159).
BRENNAN, Barbara Ann. Mãos de Luz: Um Guia Para a Cura Através do Campo de Energia Humana, 1ª ed., São Paulo: Ed. Pensamento, 1990.
DENIS, Léon. No Invisível: Espiritismo e Mediunidade, Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, 1909.
JUNG, C. G. - Tipos Psicológicos, Rio de Janeiro: Vozes,1991.
JUNG, C. G. A Natureza da Psique, Rio de Janeiro: Vozes, 1984.
MELGAÇO DA SILVA, Bernardo. Trabalho e Transformação: A Organização do Trabalho e o Nível de Consciência nas Sociedades Modernas, Dissertação de Mestrado, COPPE/UFRJ, 1982.
Dono de blog é condenado a pagar R$ 16 mil por comentário de internauta
Mariana Oliveira e Marília Juste
Do G1, em São Paulo
Emílio perdeu o prazo para recorrer e, no último fim de semana, recebeu uma notificação de penhora de bens para o pagamento do valor.
O caso começou em março do ano passado, quando o universitário repercutiu em seu blog uma briga entre dois estudantes do Colégio Santa Cecília, na capital cearense. No comentário, um internauta insultou a diretora, uma freira chamada Eulália Maria Wanderley de Lima, e criticou sua atuação na intermediação da briga dos estudantes.
No segundo semestre do ano passado, a diretora da escola abriu uma ação por danos morais contra o blogueiro. Nas quatro primeiras audiências, segundo informações do Tribunal de Justiça do Ceará, o estudante compareceu e a diretora, não. Ela alegou viagens e outros compromissos profissionais.
Na quinta audiência, foi o estudante quem faltou, mas, ao contrário da diretora, não deu justificativas. Por conta disso, o juiz aceitou a ação e o condenou ao pagamento de 40 salários mínimos, o equivalente a R$ 16,6 mil na época. Emílio perdeu o prazo para recorrer e a ação transitou "em julgado" -- ou seja, não há mais possibilidade de recursos.
No último sábado, dia 21 de novembro, Emílio foi notificado sobre o mandado da Justiça de penhora de bens para pagar a quantia e tem possibilidade de tentar reverter a penhora.
O estudante afirma que não tem bens para serem penhorados e alega que tentou resolver o caso "amigavelmente". "O que eu realmente lamento é que não tenha havido um diálogo mais tranquilo, sem que houvesse a necessidade de uma ação na Justiça. Ofereci direito de resposta, apaguei de imediato o comentário. Enfim, acho que tudo isso é fruto de um grande equívoco. Lamento realmente."
Exclusão do comentário
O advogado Helder Nascimento, que defende a diretora da escola, porém, diz que antes de protocolar a ação pediu para que o comentário fosse retirado. "Pedimos para retirar e ele não retirou dizendo que era cerceamento da liberdade de expressão. Solicitamos que informasse quem era o titular do e-mail e ele se recusou. Não podemos deixar um cliente ser violentado."
Na versão do blogueiro, cerca de dois meses após o post e o comentário um escritório de advocacia da capital cearense entrou em contato com ele.
"Eles queriam, por telefone, que eu identificasse o autor do comentário. (...) No início achei que fosse algo muito estranho. Uma pessoa me liga e pede a identificação de um comentarista do blog. Eu não passei. Consultei o sindicato dos jornalistas do Ceará, a assessoria jurídica deles e no início de setembro chegou o mandato de citação do 11º Juizado Especial Cível."
Segundo Emílio, o e-mail dado pelo internauta era falso.
O advogado da freira, Helder Nascimento, diz que a Justiça avaliou o caso como "violação do direito de imagem". "Ele (Emílio) é o responsável pelo blog e foram veiculadas matérias ofensivas à pessoa que é uma religiosa, uma freira. E isso foi interpretado como excesso na liberdade de expressão."
Mediação
Para o advogado, o blogueiro deveria ter bloqueado as ofensas. "O blog tem mediador que faz a filtragem. Se isso existe tem uma finalidade, não está ali à toa. Ele permitiu que fosse veiculada uma ofensa a outra pessoa. (...) Embora ele não se sinta responsável, tem uma responsabilidade que extrapola o querer dele."
O advogado avalia ainda que a internet "não é um campo ilimitado". "Há muita discussão sobre o uso da internet. Mas há limite técnico em todas as relações, inclusive na internet."
Emílio diz se sentir injustiçado pela sentença. "Me sinto tão vítima quanto a Irmã Eulália. Na minha inexperiência jurídica, fui usado por alguém que certamente e deliberadamente queria atacar a diretora da escola e usou meu blog e a minha boa fé pra isso. Acho importante ponderar isso. Me sinto usado por um anônimo e punido por algo que eu nunca queria que tivesse acontecido."
De acordo com o estudante, o blog existe desde 2006 e analisa a mídia local e o cotidiano de Fortaleza.
Para o blogueiro, casos como o dele poderiam ser evitados com uma legislação clara sobre a internet.
"Quero mobilizar e sensibilizar as pessoas que militam nas redes sociais da importância de discutirmos e pressionarmos nossas autoridades para uma legislação clara e que possa amparar quem produz conteúdo na rede. Toda vez que conto essa história para alguém as pessoas ficam impressionadas. Há muita desinformação sobre tudo isso."
Não estamos sendo contemplados...
Ah! meus amigos, queremos desabafar as mágoas que temos dos poderosos e dos mexeriqueiros tão abundantes na região. Estamos convictos que esses cidadãos são levados pela máfia da “mão ligeira” e só nos tem trazido discórdia. Tudo causado pelo desejo de tornarem-se no “foco de progresso absoluto da região”, sugando o sangue dos outros municípios vizinhos, graças à proteção recebida das autoridades da capital.
Cremos que, com toda certeza, alguns de nós, pertencentes aos outros municípios que atualmente estão desprotegidos da massa governamental, sairemos um dia dessa dificuldade e seremos contemplados com novos investimentos, mesmo porque temos garra e buscaremos soerguer – acima da discórdia e dessa lama podre que ora nos atinge e contamina o ambiente – deixando-nos descontentamento e desarmonia. Ambas provocadas pela má fé e egoísmo de levar o progresso só para si.
Muita gente não compreenderá a causa da nossa revolta. Embora tenhamos dito que, posteriormente, seremos julgados pela benevolência de Deus. Visto que, segundo nosso pensamento, precisamos compreender que querem tirar tudo do Crato à força de um crescimento democrático e um equilíbrio regional. Temos convicção que futuramente lutaremos com muita fé e sempre auxiliados pelo Onipotente, com os olhos voltados para dias melhores.
Centro Cultural BNB Cariri: Programação Diária
Dia 26/11, quinta-feira
Especiais - Oficina - ARTE RETIRANTE
Local (Caririaçu)
14h Arte Mural. 240min.
Programa de Rádio – Rádio Educadora AM 1020
14 h Compositores do Brasil. 60min.
Música - CURSO DE APRECIAÇÃO DE ARTE
14h O Protesto na Música Popular Brasileira. 180min.
Literatura/Biblioteca - BIBLIOTECA VIRTUAL
18h Recursos Avançados de Utilização da Internet. 180min.
Artes Visuais - SEMINÁRIO AVANÇADO DE ARTE
18h Identidades Culturais na Pós-Modernidade. 180min.
Música - PALCO INSTRUMENTAL
19h30 Pipoquinha. 60min.
Rua São Pedro, 337 - Centro - Juazeiro do Norte
Fone (88) 3512.2855 - Fax (88) 3511.4582
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
Os cegos e a geopolítica da América Latina.
Se o leitor até agora não leu nenhuma obra acima e nem nunca ouviu falar na figura do senhor Antonio Gramsci, infelizmente ignora do quanto foi catequizado, não só você através dos jornais, mas seu filho em sua escola, ou nas compras de sua esposa. Afinal, saber que produtos falsos vindos da China (comunista) como bolas Adidas, brinquedos de pelúcia, carvão, cimento, produtos elétricos entre tantos outros, são fabricados através da exploração de trabalhadores em regime de escravidão não é fácil de ser percebido. Como adivinhar o que se passa no outro lado do mundo? Certamente não é através da globo, da recordo ou tampouco no diário do nordeste ou no jornal o povo. O leitor que quiser tais informações terá que fazer um notável esforço que consiste em pesquisa e montagem de um extenso quebra cabeça que é gramscianamente escondido. Para dar uma colher de chá fica abaixo uma pequena lista de sites que poderá conferir as barbaridades do PT, sua relação com as FARC, MIR, os crimes do comunismo, fuzilamentos, corrupção e toda sorte de crimes que jamais você saberia se esperasse pela competência de quem comumente você pode ler: http://www.heitordepaola.com/index.asp, http://www.averdadesufocada.com/, http://alkimistasdobrasil.blogspot.com/ , http://www.cubaarchive.org/home/index.php , http://cubaarchive.org/home/index.php, http://www.armandoribas.com.ar/ , http://www.austriaco.blogspot.com/, http://movimentoordemvigilia.blogspot.com/ , http://www.nivaldocordeiro.net/, http://www.ordemlivre.org/files/hayek-ocaminhodaservidao.pdf .
Luiz Carlos Salatiel encerra Semana de Iniciação Cientifica da URCA
Depois de seu “Contemporâneo”, o compositor e intérprete Luiz Carlos Salatiel nos traz neste novo espetáculo as canções que poderão constardo seu próximo Cd e que também receberá o nome de “Girassóis”, umareferência positiva à flor que sempre está voltada para a luz.
No repertório constam músicas autorais e em parceria com Zé FlávioVieira, Geraldo Urano, Abidoral Jamacaru, Pachelly Jamacaru, Zé NiltonFigueiredo, Cleivan Paiva, Tiago Araripe, dentre outros.
Neste show, a voz expressiva desse grande intérprete da canção caririense receberá o acompanhamento do melhor “time” de músicos daregião, ou seja: Ibbertson Nobre: teclados; Lifanco: violão e guitarra; João Neto:contra-baixo; Bonifácio Salvador: sax; Saul: bateria; CíceroTertuliano: percussão.
Biografia do Padre Cícero lidera ranking dos livros mais vendidos em SP
"Padre Cícero" é o resultado da pesquisa de Lira Neto . Nesta biografia, o autor se debruça sobre a vida do líder - Cícero Romão Batista, o Padim Ciço dos romeiros e fiéis. Baseado em documentos, o autor reconta os noventa anos de vida do sacerdote, desde seu nascimento no sertão cearense até a consagração como líder popular. A obra pretende desfazer equívocos históricos e ajudar a enxergar o homem por trás do mito. O livro é dividido em duas partes, que apresentam diferentes momentos da vida de Cícero. Em 'A Cruz', o foco está na religião - a ordenação como padre, os supostos milagres, os primeiros conflitos com o bispado cearense, que chegaram ao Vaticano e culminaram em seu afastamento da Igreja. Em 'A Espada', aborda a política, carreira que Cícero abraçou depois de proibido de ordenar. Depois de lutar pela emancipação de Juazeiro, cidade da qual foi prefeito por quase vinte anos, Cícero elegeu-se vice-presidente do estado do Ceará. Chegou a apadrinhar um exército de jagunços, numa revolução armada que levou à derrubada do governo local; aproximou-se de Lampião, de quem buscava apoio para combater a Coluna Prestes; arquitetou um pacto entre os coronéis sertanejos, que ajudou a apaziguar a região e fez de Juazeiro o centro das aristocracias rurais do Ceará. Já perto do fim da vida foi eleito deputado federal, e ainda fez oposição a Getúlio Vargas.
Saiu na Imprensa:
Folha de São Paulo (6/11/2009)
Pois agora, mais de setenta anos depois de morto, o líder religioso cearense tem a chance de ser aceito. O Vaticano, por obra do papa Bento 16, tem discutido a reabilitação do padre, que morreu proscrito. Seria o primeiro passo para uma provável canonização no futuro.
Por conta desse processo, a Igreja facilitou o acesso a documentos até então restritos a um jornalista também do Ceará, Lira Neto, 45. Ele já vinha estudando o tema há muitos anos, mas, até então, sem poder consultar essa documentação de primeira mão.
"Padre Cícero - Poder, Fé e Guerra no Sertão", não é o que pode sugerir a circunstância, ou seja, um relato parcial sobre o personagem. Trata-se de um aprofundado e isento estudo biográfico apresentado por meio de uma narrativa envolvente. Em entrevista à Folha, Lira Neto disse: "Os que confiaram documentos a mim sabem que eu não sou religioso e que não faria algo laudatório, mas, sim, um retrato equilibrado".
Livro nega imagem de líder místico
Lira Neto diz que Padre Cícero era hábil ao fazer alianças, o que permitiu manter liderança mesmo proscrito pela Igreja.
Para jornalista, ao absolver o padre agora, Vaticano tenta conter o avanço de evangélicos no Brasil e atrair fiéis que vão a Juazeiro.
Tudo começou em 1889, quando Cícero, então um jovem sacerdote de Juazeiro do Norte, ao oferecer a comunhão à beata Maria de Araújo, viu a hóstia simplesmente... sangrar.
O biógrafo diz querer desconstruir a imagem de místico caricato do líder. Considera-o um homem inteligente e sagaz ao fazer alianças. E muito, mas muito conservador. Era obcecado por reconstituir famílias desagregadas. Posicionava-se contra o samba e a cachaça. O tom de seus discursos, muitas vezes, era apocalíptico.
O autor chama a atenção para os dois universos diferentes que o formaram. "Tinha um pé no universo sertanejo, mas carregava a rigidez do seminário em que estudou. Não era culto, mas lia livros de autores ocultistas. Tinha dificuldade na articulação das ideias e concebia o mundo com simplicidade. Mas era hábil nas relações e, com isso, manteve-se."
Sobre o autor:
Enviado por Renato Casimiro
Dia 25/11 - quarta-feira
Especiais - ARTE RETIRANTE
Local (Caririaçu)
14h Oficina: Arte Mural. 240min.
16h Sessão Curumim: Spirit, O Corcel Indomável. 84min.
Música - CURSO DE APRECIAÇÃO DE ARTE
14h O Protesto na Música Popular Brasileira. 180min.
Literatura/Biblioteca - BIBLIOTECA VIRTUAL
18h Recursos Avançados de Utilização da Internet. 180min.
Artes Visuais - SEMINÁRIO AVANÇADO DE ARTE
18h Identidades Culturais na Pós-Modernidade. 180min.
Especiais - Cinema - ARTE RETIRANTE
Local: Mauriti
19h O Caldeirão da Santa Cruz do Deserto e A Ordem dos Penitentes. 73Min.
Especiais
19h Festcine Digital do Semi-Árido
Rua São Pedro, 337 - Centro - Juazeiro do Norte
Fone (88) 3512.2855 - Fax (88) 3511.4582
Pensamento para o Dia 25/11/2009

“O que significa a não-violência (Ahimsa)? Ela não é simplesmente abster-se de causar dano aos outros; implica também em abster-se de causar dano a si mesmo. Em relação à fala, a pessoa deve examinar se suas palavras causam dor aos outros. Ela deve ver se sua visão não está corrompida com más intenções ou maus pensamentos, e também não deve escutar conversa nociva de nenhuma pessoa. Todas essas coisas causam dano. Portanto, ela deveria cuidar para não dar espaço à má visão, a escutar o mal, à má fala, aos maus pensamentos e às más ações. E como se determina o que é ruim? Consultando sua consciência. Sempre que você age contra os ditames de sua consciência, maus resultados se seguirão.”
Sathya Sai Baba
terça-feira, 24 de novembro de 2009
IRMÃOS ILUMINADOS - HUMANOS NÃO TÊM CONSCIÊNCIA CÓSMICA-
Luiz Domingos de Luna*
Aos Seres Humanos - Onda de Luz!
Quebrando correntes
No tempo a passar
Mistérios a desvendar
A todo o momento
Se tudo fosse diferente
Teria o ser humano
O pensar, um plano.
Da existência presente
Que show arriscado
De um palco sem fim
O infinito vem a mim
Ou já foi programado
Tanta existência
Quem vai usufruir
O tempo destruir
Ou há consistência
A Vida acompanha
As etapas da curva
Existe uma luva
De potência tamanha
Controlar o processo
De toda imensidão
É plenitude da razão
Ou pensamento, ao inverso.
É do ser humano obrigação
Conhecer todo o infinito
Ou existe um conflito
Buscando interrogação?
Já não é chegado
A hora de saber
Do universo o porquê ?
Na existência – postado.
A Cigana – por Carlos Eduardo Esmeraldo
O mês de novembro do já distante ano de 1963 transcorria lentamente. Nas rádios, ouvíamos insistentemente o sucesso do momento, a extraordinária canção de Tom Jobim, “Garota de Ipanema”, uma música que ainda hoje é sinônimo de Brasil pelo mundo afora, assim como “Aquarela do Brasil” é confundida com o nosso hino. No Crato, o rebuliço das mocinhas era a chegada de uma cigana que, instalara sua tenda num terreno baldio, ao lado da estação do trem, bem defronte da Drasa, a revendedora dos fusquinhas. A tal cigana era festejada porque segundo muitos acreditavam, adivinhava tudo e previa muitas coisas para o futuro, principalmente o príncipe encantado tão ansiosamente aguardado pelas sonhadoras. Eu ouvia dizer que até alguns rapazes foram vistos consultando a tal cigana. E a fila dobrava o quarteirão.Para mim, aquele mês de novembro ficou gravado na memória como um marco significativo de muitas perdas. É que no inicio do mês, eu sofri uma grave contusão no joelho, durante uma disputadíssima partida de futebol de salão, um esporte muito em moda no Crato daquela época. Fiquei o mês inteiro preso à cama, com um extraordinário inchaço no joelho esquerdo, que deixou minha perna dobrada em ângulo de noventa graus. Não podia andar e sequer levantar-me da cama.
Uma das conseqüências dessa lesão teria sido a remota possibilidade da seleção brasileira tricampeã mundial de futebol em 1970 haver sido definitivamente desfalcada de um esforçado ponta-esquerda cratense. Uma grande perda minha e sorte do Rivelino. Além do mais, um tímido sonhador foi retirado da vida social da cidade por mais de um mês, isto é; da Praça Siqueira Campos.
Para fugir da monotonia daqueles dias, eu lia tudo que me chegava às mãos, desde Machado de Assis até as fotonovelas da revista “Capricho”. No Colégio Diocesano, por ordem do Monsenhor Montenegro, as minhas notas do mês de novembro foram repetidas, pois àquela altura já me encontrava aprovado por média. No final do mês, já estava completamente recuperado.
Em janeiro do ano seguinte, eu pisava firme com as duas pernas, sem nenhum vestígio da lesão que me prendera à cama durante um longo mês.
Certo dia, eu estava vindo do São José para o Crato, e ao descer de um ônibus defronte da estação do trem, avistei ao lado, a tal tendinha da cigana. Já não havia mais a extensa fila de antes. Não tive dúvidas. Entrei movido mais pela curiosidade, pois nunca dei muita bola para essas coisas de cartomante ou adivinhas. Não sou daqueles que acreditam em bruxarias. Para mim isto não existe. Acho mais importante deixar que as coisas aconteçam e confiar na proteção divina.
Entretanto, parece que algumas pessoas possuem algum tipo de percepção extra-sensorial, capaz de comunicar-se com os outros por algum processo telepático. A tal cigana poderia ser uma dessas. Mas acho que ela deu mesmo foi um tremendo chute. Assim que eu entrei, ela bateu com toda força na bola e acertou em cheio: “Você esteve doente, problema na perna, não foi?” Depois previu que eu faria um grande concurso nos próximos três anos, e que morreria rico e no exterior. Ao indagar em qual país, ela respondeu: “na minha terra, a Espanha!”.
Repito que eu nunca dei importância a essas tais previsões. Do meu passado, aquela charlatona acertou alguma coisa cobrando escanteios. Quanto ao futuro, tirando o previsível concurso vestibular, acredito que a cigana acertou na riqueza. Mas não necessariamente riqueza de bens materiais, como ela insinuava. A esta altura, estou mais preocupado em “ajuntar tesouros que nem a traça corrói ou os ladrões roubam”. Se eu hoje sou rico, é de felicidade, o que já uma grande fortuna.
Não foi possível ainda testar a outra previsão da artilharia daquela cigana com uma viagem à Espanha. Tenho certeza que algum dia eu e Magali iremos conhecer a Europa, inclusive a Espanha. E esperamos voltar vivos.
Por Carlos Eduardo Esmeraldo
Passos
Passos que passoPassos que vem
Passos do além
Não sei o que faço
É como um compasso
De um tempo passado
Já foi um chamado
Na imensidão do espaço
Ouvi um grito
Parecia um trovão
Na escuridão
Estava aflito
Pulei noutro astro
Deixei a pisada
Ta lá registrada
Como um mastro
Luz em ebulição
Fiquei assustado
Parece ter entrado
Noutra dimensão
Tudo tão diferente
Um carrossel giratório
Um som vibratório
No meu consciente
Sonho ou realidade
Não sei precisar
É um vôo a voar
Não tem gravidade
Uma mão me puxou
Numa frieza gelada
Não sei mais de nada
Num novo mundo estou
Luiz Domingos de Luna - Professor da Escola de Ensino Fundamental e Médio Monsenhor Vicente Bezerra – Aurora (CE)
UMA ONDA DE GUERRILHAS NO CARIRI
Grupo de Guerrilheiros
Orleyna Moura e Cacá Araújo
GUERRILHA DO ATO DRAMÁTICO CARIRIENSE – TROFÉU JUSCELINO LEAL LOBO JÚNIOR
UMA LUTA VITORIOSA
A Guerrilha do Ato Dramático Caririense, realizada pela Sociedade Cariri das Artes e Sociedade de Cultura Artística do Crato – Pontos de Cultura do Brasil, é a grande unanimidade quando se fala em artes cênicas do Cariri. Iniciada no dia 7 e encerrada em 22 de novembro de 2009, transformou-se na maior vitrine da criatividade cênica regional. A verdadeira mostra do Cariri! Cerca de 150 participantes, entre atores, produtores e técnicos! Quase 5.000 pessoas prestigiaram a Guerrilha!!!
O dramaturgo e guerrilheiro Cacá Araújo, idealizador e coordenador do projeto, afirma que a Guerrilha superou as expectativas de público, graças à qualidade dos espetáculos e à brava platéia local, que valoriza e prestigia os artistas e grupos da região. "A Guerrilha do Ato Dramático Caririense é um movimento de afirmação da identidade cultural do Cariri e do Brasil, é a expressão mais profunda da inventividade e ousadia de dramaturgos, atores e encenadores caririenses; é a maior mostra da produção local em artes cênicas e, na edição de 2010 grupos de outros municípios da região serão envolvidos”.
Outro fator importante é a unidade dos grupos teatrais em torno de uma ação de fortalecimento e divulgação de suas obras. Isso vai se desenvolver e representar um grande patrimônio para o turismo cultural e a educação de crianças, jovens e adultos.
O mais audacioso movimento em defesa das artes cênicas do Cariri contabilizou 16 espetáculos de teatro e dança. Todos do Cariri! Durante o encerramento, dia 22 de novembro, as companhias receberam o Troféu Juscelino Leal Lobo Júnior e seus membros foram contemplados com certificados participação no grande evento. O destaque da solenidade foi a homenagem especial prestada pelos artistas-guerrilheiros à atriz e diretora Orleyna Moura, considerada a nossa 1ª Dama do Teatro Cearense, pelo transcurso de seus 31 anos de carreira, cuja dedicação nos enobrece e orgulha.
Companhias participantes: Cia. Teatral Anjos da Alegria (Crato), Cia Teatral Livremente (Juazeiro), Associação dos Artistas e Amigos da Arte de Juazeiro do Norte, Cia. Cearense de Teatro Brincante (Crato), Grupo Cênico da SCAC (Crato), Cia. Teatral Boca de Cena (Crato), Cia. Wancylus Gat Produções (Crato), Grupo Ninho de Teatro Juazeiro), Allysson Amancio Cia. de Dança (Juazeiro), Cia. Mandacaru de Arte e Eventos (Juazeiro).
Estimular e fortalecer a produção regional em artes cênicas, valorizando artistas e grupos locais como importantes na consolidação da identidade caririense, preparando a região para intercâmbio que não exclua o valoroso patrimônio cênico do nosso povo, eis alguns dos objetivos elencados pelos realizadores do evento, ressaltando a criação de uma cooperativa de artes cênicas como uma meta emergencial do movimento.
Cacá Araújo declara que a produção das artes cênicas no Cariri é intensa e diversificada. "Aqui temos excelentes dramaturgos, atores brilhantes, encenadores geniais, bailarinos e coreógrafos de extremo talento. Mas a maior virtude dos nossos artistas é o significativo abandono dos clichês e da estética ditada por mercenários instalados em grandes centros urbanos do Sul e Sudeste, principalmente através de ações midiáticas hegemonistas e preconceituosas em relação ao Nordeste", afirma, pontuando também que "o produto teatral do Cariri tem que ter o aroma, o rebolado, o ritmo, a história, a cultura do nosso povo, que, longe de significar isolamento, revela avassalador conteúdo universal e fortalece a identidade, soberania, a auto-estima e o sentimento de pertença".
GUERRILHA DAS ARTES TRADICIONAIS E CONTEMPORÂNEAS
UM PROJETO A SER CONSTRUÍDO E REALIZADO
Iniciativa semelhante deverá ser discutida com músicos, compositores, artistas plásticos, cineastas, mestres e brincantes de folguedos, poetas, bandas de todas as linguagens, produtores, comunicadores e sociedade em geral.
A idéia é criar a verdadeira vitrine da arte e da cultura caririenses no período da Exposição do Crato, respeitando a diversidade, do tradicional ao contemporâneo. Será um canal de defesa da identidade regional, de valorização dos talentos locais, de respeito à história e à alma do nordestino-caririense. De acesso público e gratuito, sem mercantilismo mercenário, sem apologia a preconceitos de qualquer natureza... Será uma espécie de Confederação das Artes do Cariri!
Mãos à obra, então! Com destemor, bravura e insubmissão!!!
Guerrilheiro Cacá Araújo
Professor, Folclorista, Poeta, Dramaturgo, Ator e Diretor de Teatro
A Alma do Mundo – Chico Xavier
Quando você conseguir superar graves problemas de relacionamentos, não se detenha na lembrança dos momentos difíceis, mas na alegria de haver atravessado mais essa prova em sua vida.
Quando sair de um longo tratamento de saúde, não pense no sofrimento
que foi necessário enfrentar, mas na benção de Deus que permitiu a cura.
Leve na sua memória, para o resto da vida, as coisas boas que surgiram
nas dificuldades. Elas serão uma prova de sua capacidade, e lhe darão confiança diante de qualquer obstáculo.
Uns queriam um emprego melhor; outros, só um emprego.
Uns queriam uma refeição mais farta; outros, só uma refeição.
Uns queriam uma vida mais amena; outros, apenas viver.
Uns queriam pais mais esclarecidos; outros, ter pais.
Uns queriam ter olhos claros; outros, enxergar.
Uns queriam ter voz bonita; outros, falar.
Uns queriam silêncio; outros, ouvir.
Uns queriam sapato novo; outros, ter pés.
Uns queriam um carro; outros, andar.
Uns queriam o supérfluo; outros, apenas o necessário.
Há dois tipos de sabedoria: a inferior e a superior.
A sabedoria inferior é dada pelo quanto uma pessoa sabe e a superior é dada pelo quanto ela tem consciência de que não sabe.
Tenha a sabedoria superior. Seja um eterno aprendiz na escola da vida.
A sabedoria superior tolera, a inferior julga; a superior alivia, a inferior culpa; a superior perdoa, a inferior condena.
Tem coisas que o coração só fala para quem sabe escutar!
(Chico Xavier)
Pensamento para o Dia 24/11/2009

“Deve-se meditar constantemente no princípio da realidade de Deus e na impermanência do mundo (Brahma Sathyam, Jagath Mithya). Há que evitar-se a companhia de pessoas más e até a amizade demasiada com o bom. O apego dessa natureza o arrastará para longe do caminho a Deus. Abandone o apego ao momentâneo. Uma vez que você alcance essa atitude de não ser afetado (Udaaseenata), você terá paz (Shanti) imperturbável, autocontrole e pureza da mente.”
Sathya Sai Baba
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
A economia e cultura Cratense: 1989-1999 (I)
Antes, vamos dar uma ligeira pincelada que significa economia: ao nosso ver, a economia é o controle para reduzir as despesas e controlá-la a rigor; por isso, temos de olhar com cuidado e preparar com dados especiais o verdadeiro significado, o que podemos mostrar o critério econômico de uma cidade. Para nós, significa como ciências sociais e das riquezas.
Não conseguimos bem dados suficientes para relatar e esboçar o critério económico do Grato referente aos anos de 1989 a 1999: assim o pouco que nós sabemos, podemos revelar com minúcias, esmiuçando um pouco que temos de bom da nossa economia agrícolas.
Para nós, a economia agrícola do Crato houve um retrocesso, devido à queda do movimento açucareiro e a falta de trabalho técnico na indústria canavieira que provocou o desgaste económico da agricultura regional, já que todos os métodos agrícolas se tornaram ultrapassados e o Crato sentiu um grande abalo económico na evolução açucareira; ás vezes, devido a falta de incentivo das administrações e das autoridades federais, pois deixaram a nossa região totalmente esquecida no setor agrícola.
Outro fator prejudicial a economia local foi a queda do algodão, visto que uma praga de insetos foi jogado no Nordeste, prejudicando totalmente o setor agrícola desta região, pois se tornou aniquilada por esse inseto proveniente dos Estados Unidos com o intuito de enfraquecer totalmente a produção algodoeira do Nordeste. Por isso, Crato foi prejudicado, o homem não souber compreender a realidade e ficou totalmente acomodado, sem direção para seguir seu caminho.
Por outro lado, no ramo industrial fomos contemplados com pequenas e médias indústrias: como a instalação da Grendene e outras indústrias com médio porte e com a recuperação da fábrica de papel, modificando-a para a fabricação de papel higiénico e ainda outras que não podemos mencionar por falta de espaço.
Pensamento para o Dia 23/11/2009

“Os seres humanos não podem compreender o Absoluto sem forma e sem atributos. Os Avatares (Encarnações Divinas) surgem na forma humana para permitir à humanidade experimentar o Sem Forma em uma forma que seja acessível e útil. Um Avatar assume a forma que seja benéfica e dentro do alcance dos seres humanos. Um esforço deve ser feito para entender a natureza da divindade. É somente quando Deus vem na forma humana que os seres humanos podem ter a completa oportunidade de experimentar e desfrutar do Divino.”
Sathya Sai Baba
Jornal Brasil Econômico publica matérias sobre o Padre Cícero
UM OÁSIS NO DESERTO – MARTHA MEDEIROS
MEDEIROS, Martha. Um Oásis no Deserto, Revista O Globo-RJ, 22 de novembro de 2009, p. 28.
...Cheguei do Marrocos há poucos dias, um país encantador, com uma biodiversidade de tirar o fôlego...tudo estupendo, mas seco. Ainda assim, engolindo areia, fui surpreendida várias vezes por alguns oásis que quebravam o jejum.
...Aterrisei de volta ao Brasil e entre notícias de um apagão inexplicável e de um escândalo mais inexplicável ainda por causa de uma reles minissaia que gerou teses sociológicas, preferi me ater a essa história do garoto saxofonista [ um garoto aparentando ter uns 19 anos resolveu improvisar um pocket show usando uma esquina da cidade como palco: a cada vez que o semáforo fechava, ele se posicionava na frente dos carros e tocava um saxofone por um minuto] que fazia shows de um minuto no agito das ruas, silenciando os buzinaços com sua música. Pensei: também é um oásis.
O que não falta por aí são pessoas com vidas desérticas, pensamentos viciados, gente presa em calabouços e respirando por aparelhos, sem dedicar um minuto, um minutinho que seja por dia, a criar seu próprio oásis. Os nossos podem ser tão numerosos quanto os que eu encontrei naquelas paisagens marroquinas em tons de terracota, em que já não se distingue o que é cor original ou desbotado, uma estética da solidão que tem sua beleza e força, mas que clama por um pouco de oxigênio.
As pessoas dizem que a tecnologia, que deveria servir para agilizar o nosso trabalho e liberar mais tempo para o lazer, está, ao contrário, produzindo ainda mais trabalho e mais estresse. A culpa não é da tecnologia, que, pelo que sei, ainda não tem cérebro, mas de seus usuários, que deveriam pensar mais em vez de entrarem na paranóia de preencher cada hora do seu dia com atividades produtivas, ignorando a produtividade que também há num encontro entre amigos, num cinema, numa caminhada, na audição de um disco, na meditação, num fim de semana longe da cidade, na leitura de um livro, num passeio de bicicleta, num namoro, no desprezo à lógica e no respeito aos acasos. Esses são os verdadeiros oásis, ao contrário dos oásis fabricados, como, por exemplo, restaurantes da moda onde não se come bem nem se ouve ninguém.
O saxofonista no meio da rua nada mais fez do que ofertar à vida opaca um toque de verde.
1ª GUERRILHA DO ATO DRAMÁTICO CARIRIENSE FOI ENCERRADA DOMINGO
A LUTA DAS ARTES CONTINUA
O mais audacioso movimento em defesa das artes cênicas do Cariri, intitulado Guerrilha do Ato Dramático Caririense, foi encerrado ontem, domingo, dia 22, depois de uma maratona iniciada no dia 7 de novembro, contabilizando 16 espetáculos de teatro e dança. Todos do Cariri!
Foi apresentado o espetáculo BÁRBARO, com o Grupo Ninho de Teatro, dirigido por Jânio Tavares e Joaquina Carlos, e texto de Caio Fernando Abreu, Salete Maria, Joaquina Carlos e Rita Cidade.
BÁRBARO - ESPETÁCULO DO GRUPO NINHO DE TEATRO
Em seguida, todas as companhias receberam o Troféu Juscelino Leal Lobo Júnior e seus membros foram contemplados com certificados participação no grande evento.
Companhias participantes: Cia. Teatral Anjos da Alegria, Cia Teatral Livremente, Associação dos Artistas e Amigos da Arte de Juazeiro do Norte, Cia. Cearense de Teatro Brincante, Grupo Cênico da SCAC, Cia. teatral Boca de Cena, Cia. Wancylus Gat Produções, Grupo Ninho de Teatro, Allysson Amancio Cia. de Dança, Cia. Mandacaru de Arte e Eventos.
Quase 5.000 pessoas, entre visitantes e público da região, prestigiaram o evento, promovido pela Sociedade Cariri das Artes e Sociedade de Cultura Artística do Crato, Pontos de Cultura do Brasil, no Teatro Rachel de Queiroz, em Crato-CE.
Estimular e fortalecer a produção regional em artes cênicas, valorizando artistas e grupos locais como importantes na consolidação da identidade caririense, preparando a região para intercâmbio que não exclua o valoroso patrimônio cênico do nosso povo, eis alguns dos objetivos elencados pelo idealizador do evento, o dramaturgo Cacá Araújo, ressaltando a criação de uma cooperativa de artes cênicas como uma meta emergencial do movimento.












